Startups: será que elas continuarão sendo os maiores fornecedores de empregos nos EUA?

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A Fundação Kauffman, criada em 1966 pelo bilionário Ewing Kauffman, é frequentemente referida como uma das maiores fundações dos EUA – ou a maior fundação do mundo dedicada ao estudo do empreendedorismo. Ambas referências são verdadeiras. Em termos de ativos, com dotes da ordem de US$ 2,1 bilhões, está atrás apenas da Fundação Ford (com US$ 11,4 bilhões), e da Fundação Bill e Melinda Gates (com US$ 29,2 bilhões).

No âmbito de suas ações voltadas ao empreendedorismo, a Fundação Kauffman desenvolveu estudos recentes observando as mudanças que estão ocorrendo nos EUA que somente puderam ser exploradas porque novos dados se tornaram disponíveis. A partir disto, a Fundação estabeleceu um conjunto de trabalhos denominado “Kauffman Firm Formation and Economic Growth Series” – “Formação de Empresas e Crescimento Econômico da Kauffman”, baseado no seguinte argumento.

De acordo com a Fundação, é possível afirmar que os EUA (e a maioria das nações) estão mais equipados para medir a economia dos anos 1950 do que a dos anos 2010. Medir as atividades de grandes empresas industriais é relativamente fácil. Estas foram empresas de maior interesse e relevância quando os escritórios nacionais modernos de estatística passaram a existir depois da Depressão. As empresas menores, novas, primariamente envolvidas com o fornecimento de serviços são as que representam o maior mistério. Mas, graças a esforços complementares (e algumas vezes coordenados), bem como aos desenvolvimentos tecnológicos na coleta e tratamento de dados, que isso começou a mudar.

No coração desta mudança de observação, a mensuração das atividades de empreendedorismo e inovação diz mais respeito ao entendimento das mudanças nos negócios ao longo do tempo. O empreendedorismo olha mais para as mudanças na população de empresas e de proprietários de negócios; a inovação atenta para produtos, serviços e atividades desses negócios, proprietários ou empregados.

Sendo assim, no final dos anos 1990 a Fundação começou a receber fundos para projetos voltados à coleta de dados e pesquisas relacionadas. Hoje a Fundação dá suporte a inúmeros projetos de coleta de dados e esforços para melhorar a infraestrutura estatística global, que, em última instância, irá gerar uma nova onda de novos entendimentos dos papéis que o empreendedorismo e a inovação desempenham em liderar o crescimento econômico.

E foi desta maneira que se chegou à série acima referida, cujos trabalhos são listados a seguir:

Where Will the Jobs Come From? Topic: Newly created and young companies are the primary drivers of job creation in the United States (November, 2009) (De Onde Virão os Empregos?Tópico: Jovens e recentemente criadas empresas são os principais líderes na criação de emprego nos EUA) (Novembro, 2009);

Exploring Firm Formation: Why is the Number of New Firms Constant?Topic: New-business creation in the United States is remarkably constant over time (January, 2010) (Explorando a Formação de Empresas: Porque o Número de Novas Empresas é Constante?Tópico: A criação de novas empresas nos EUA é impressionantemente constante ao longo do tempo) (Janeiro, 2010);

High-Growth Firms and the Future of the American EconomyTopic: High-growth firms account for a disproportionate share of job creation in the United States (March, 2010) (Empresas de Alto Crescimento e o Futuro da Economia Americana. Tópico: Empresas de alto crescimento representam uma fatia desproporcional na criação de emprego nos EUA) (Março, 2010);

The Importance of Startups in Job Creation and Job DestructionTopic: Net job growth occurs in the U.S. economy only through startup firms (July, 2010) (A Importância das Startups na criação de empregos e destruição de empregos. Tópico: O crescimento líquido de empregos ocorre na economia dos EUA somente através das empresas startups) (Julho, 2010);

After Inception: How Enduring is Job Creation by Startups?Topic: The majority of the employment startups generate remains as new firms age, creating a lasting impact on the economy (July, 2010) (Depois do Começo: quão permanente é a criação de empregos pelas startups? Tópico: a maioria dos empregos que as startups gera permanece à medida que as empresas envelhecem, criando um duradouro impacto na economia) (Julho, 2010);

Neutralism and Entrepreneurship: The Structural Dynamics of Startups, Young Firms and Job Creation Topic: Patterns of firm formation and survival help explain the extraordinary job creation by startups (September, 2010) (Neutralismo e Empreendedorismo: A dinâmica estrutural das startups, empresas jovens e criação de empregos. Tópico: Padrões da formação de empresas e sobrevivência ajudam a explicar a extraordinária criação de empregos pelas startups) (Setembro de 2010);

Starting Smaller; Staying Smaller: America's Slow Leak in Job CreationTopic: Recent new businesses been starting up with fewer workers than historic norms and are also adding fewer workers as they grow (July, 2011) (Começando pequenas; permanecendo pequenas: o lento vazamento na criação de emprego na América. Tópico: Recentes novos negócios começam com menos trabalhadores do que a norma histórica e estão adicionando menos trabalhadores à medida que crescem) (Julho, 2011).

Se é que é possível fazer uma rápida síntese de todos estes trabalhos neste breve espaço, podemos afirmar o seguinte. Um dos grandes fornecedores de novos empregos nos EUA têm sido as empresas startups. No entanto, a economia americana está padecendo de um grave problema estrutural que remonta um período anterior à recessão iniciada em 2007. Apesar da importância das startups para a criação de emprego líquido nos EUA, elas estão gerando substantivamente menos empregos do que se esperaria no passado; elas estão surgindo com menos profissionais e permanecendo com menos profissionais do que antes.

E como andam as startups no Brasil? Eis um “mistério” que poderemos tratar brevemente!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre a dinâmica das startups, fique a vontade para nos contatar!

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