The Economics of Growth* (A Economia do Crescimento)

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O crescimento se refere ao aumento em uma quantidade (física, como por exemplo, a altura, ou abstrata, como um sistema se tornando mais complexo) ao longo do tempo. Mas o crescimento que trataremos hoje é o crescimento econômico. Em Economia entende-se por crescimento econômico o aumento do PIB – Produto Interno Bruto per capita e outras medidas de renda agregada, tipicamente reportada como a taxa anual de mudança no PIB real.

Para aprender sobre crescimento econômico é necessário uma teoria formal para organizar os fatos, clarificar relações causais, e para extrair implicações pouco perceptíveis. Em crescimento econômico, como em outras áreas da Economia, um argumento que não é disciplinado por uma clara estrutura teórica é raramente iluminado.

Mas, por quê alguém deveria se preocupar com um assunto tão árido? Talvez a razão mais importante é que o crescimento econômico é aquilo que determina o bem estar material de bilhões de pessoas. Alguns fatos e enigmas podem ser levantados.

Um número de economistas argumenta que o crescimento é a melhor maneira de se atingir uma massiva redução de pobreza. A literatura econômica registra que a Índia reduziu significativamente sua pobreza nos últimos anos. A redução foi particularmente importante nas áreas urbanas (de 39,1% entre 1987-88 para 24,1% entre 1999-00). Logo, o quê determinou o crescimento da Índia neste período? Será que a causa foi um ambiente externo favorável, estímulo fiscal, liberalização do comércio, liberalização interna, a Revolução Verde, o investimento público, ou uma mudança de atitude de parte do governo federal para uma orientação mais pró-negócios? Uma resposta definitiva a esta questão seria de enorme valor para outros países desesperados para crescer e sair da pobreza.

Outro conjunto de economistas aponta para a relação entre crescimento e desigualdade. O fato que a renda per capita está crescendo mais em países muito ricos do que em países muito pobres implica que a desigualdade ao nível nacional está crescendo à medida que o crescimento acontece. Mas o economista Sala-i-Martin argumenta que as últimas décadas do século 20 testemunharam uma redução na desigualdade da renda mundial ao nível individual porque há muitos indivíduos em países como a Índia e a China cujas rendas estão alcançando a média mundial. Será que isto significa que o crescimento necessariamente reduz desigualdade? Ou a desigualdade reduz o crescimento? E será que a relação entre crescimento e desigualdade muda ao longo do tempo?

E o quê se pode dizer sobre políticas de crescimento econômico? Vários países e regiões têm tentado trabalhar com o adequado “diagnóstico do crescimento”, ou seja, com análises das restrições mais importantes ao crescimento e como definir o apropriado conjunto e sequência de reformas estimuladoras de crescimento.

Inovação é uma fonte vital de crescimento de longo prazo, e o prêmio de inovação é o lucro de monopólio, o qual emerge pela capacidade de alguém fazer algo que seus rivais não foram capazes de realizar.   Economistas desde Joseph Schumpeter têm argumentado que esta análise implica um trade-off entre crescimento e competição. Logo, uma legislação anti-truste apertada reduziria o escopo para ganhos de lucros monopolistas, que reduziria o prêmio de inovação, que deveria reduzir o fluxo de inovação e, daí, reduziria o crescimento de longo prazo. No entanto, encontrar evidência convincente para este trade-off Schumpeteriano não é fácil. Analistas têm produzido evidência em direção oposta- evidência de que sociedades e indústrias mais competitivas tendem a crescer mais que seus contrapartes menos competitivos.

Estes são alguns fatos e enigmas que permeiam o estudo do crescimento econômico. O instrumental da análise do crescimento econômico é fundamental para se estudar um fenômeno crítico da economia brasileira contemporânea, e que está expresso na Tabela 1 a seguir.

Afinal, por quê o Brasil desde o ano de 1980 vem perdendo paulatinamente posição relativa no cenário internacional em termos da contribuição do seu PIB para o PIB mundial (em 1980 participávamos com 3,91% do PIB mundial, e em 2010 caímos para apenas 2,92% do PIB mundial)? Ou seja, qual é o diagnóstico do crescimento econômico brasileiro? E quais deveriam ser as políticas de crescimento econômico necessárias para resgatar a posição que o país tinha em 1980?

Estas são questões que voltaremos a tratar brevemente!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre crescimento econômico, fique a vontade para nos contatar!

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(*)   Este é o título de um recente livro escrito pelos Profs. Philippe Aghion e Peter Howitt, editado pela MIT Press em 2009, e que trataremos brevemente.

(**) Purchasing Power Parity (Pode de Paridade de Compra) – medida de equalização de diferentes moedas para uma cesta de bens.


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