Modelos de Negócio de Cloud Computing (Computação na Nuvem)

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Esta newsletter já tratou do tema de cloud computing (computação na nuvem) por duas ocasiões em 2008 (aqui e aqui).  Como a cloud computing está se tornando o paradigma dominante na computação, é oportuna uma discussão sobre os novos modelos de negócio que estão surgindo ao seu redor.

Para tratar esta questão dos novos modelos de negócio, vamos adotar a estrutura (framework) sugerida por Weinhardt, Blau e Stober (2009), que pode ser visualizada a partir da Figura 1 à frente.  Estes autores propuseram um Cloud Business Model Framework- CBMF que é categorizado em três camadas, análogas às camadas técnicas das realizações de clouds, tais como a Infrastructure Layer (Camada de Infraestrutura), a Platform-as-a-Service Layer (Camada de Plataforma como Serviço), e a Application Layer (Camada de Aplicações) no topo.

A infrastructure layer compreende modelos de negócios que focalizam na provisão de tecnologias capacitadoras como componentes básicos para ecossistemas de cloud computing.  Os autores distinguem duas categorias de infrastructure business models: a provisão de capacidades de armazenamento e a provisão de poder computacional.  Por exemplo, a Amazon oferece serviços baseados na sua infraestrutura como um serviço computacional (EC2, http://aws.amazon.com/ec2/) e serviço de armazenamento (S3, http://aws.amazon.com/s3/).  Até então, os modelos de precificação são na maioria pay-per-use ou baseado em subscrição (assinatura).

A platform layer representa soluções de plataformas acima da nuvem de infraestrutura que oferecem serviços de valor adicionado (platform-as-a-service) de uma perspectiva técnica e de negócios.  Os autores distinguem plataformas de desenvolvimento e plataformas de negócio.  As primeiras permitem desenvolvedores escrever suas aplicações, e fazerem uploads de seus códigos para a cloud onde a aplicação e acessível e pode rodar através de meios baseados na web.  Exemplos proeminentes são o Morph Labs (http://www.mor.ph/) e o Google App Engine (http://appengine.google.com/).  Já as segundas, tais como Salesforce (http://www.salesforce.com/platform/) têm também ganho forte atenção e permitem o desenvolvimento, aplicação e gestão de aplicações feitas sob medida na cloud.

A applications layer é o que a maioria das pessoas conhece da cloud computing, à medida que representa a interface real para o consumidor.   Aplicações são fornecidas através da cloud facilitando as camadas de plataforma e infraestrutura abaixo, que são opacas para o usuário.  Os autores distinguem entre aplicações Software-as-a-Service (SaaS) e a provisão de serviços web on-demand.  Os mais proeminentes exemplos em SaaS são Google Apps com seu amplo catálogo de aplicações para escritório, tais como processadores de texto e planilhas, bem como aplicações de e-mail e calendário que são inteiramente acessíveis através de um web brwoser (http://www.google.com/a/).  Um exemplo do setor B2B é a SAP, que fornece sua solução de service-oriented business chamada BusinessByDesign pela web por uma taxa mensal por usuário (http://www.sap.com/solutions/sme/businessbydesign/).

No presente momento se observa um crescente número de ofertas de serviços de internet sob demanda.  Proeminentes provedores de serviços como Amazon, Google, SUN, IBM, Oracle, Salesforce, etc., estão estendendo suas infraestruturas computacionais e plataformas como algo central para a oferta de serviços de alto nível para computação, armazenamento, bancos de dados e aplicações. Os autores do artigo aqui referenciado indicam a Tabela 2 à frente, como exemplos de companhias, produtos, tipos de serviços, modelos de precificação, e conceito CBMF.  E a lista de novos players não pára de crescer (ver as top SaaS companies do blog SaaS Chronicles: http://www.saaschronicles.com/the-top-50-saas-companies/).

Várias questões polêmicas estão emergindo ao lado desta crescente emergência de novos modelos de negócio da cloud computing (tais como segurança de dados e informações, garantias de disponibilidade de serviços e confiabilidade, além de outros).  Mas isto fica para uma outra oportunidade!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber um pouco mais sobre modelos de negócio da cloud computing, fique a vontade para nos contatar!

Weinhardt, Christof, Benjamin Blau, Jochen Stober (2009). Cloud Computing- a Classification, Business Models, and Research Directions.  Business & Information Systems Engineering, Issue 5.  Springer.

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