A Visão do Gartner Group sobre o Mercado de Software ERP

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Na newsletter da semana passada, vimos a visão do Panorama Group acerca do mercado de software ERP- Enterprise Resource Planning.  Hoje tratamos da visão do Grupo Gartner.

De acordo com análise do Gartner (http://www.gartner.com) ([1]) de 2009, o mercado geral de software ERPs (tanto para grandes contas quanto para o mercado intermediário) conformou U$ 23,8 bilhões em receitas totais em 2008, e a previsão para 2009 era de um crescimento para aproximadamente U$ 24,5 bilhões.  Dado o clima econômico e de negócios atual, o Gartner assumiu uma projeção cautelosa, porém ainda positiva, para o mercado internacional de software ERP.

O mercado intermediário de ERP, onde se situa o mercado brasileiro, é muito fragmentado, e é servido por centenas de vendedores cobrindo cada geografia e indústria.  De acordo com os dados do Gartner sobre participação de mercado para software ERP para o grande mercado e para o mercado intermediário em 2007, os cinco top vendedores em participação do mercado eram SAP (28%), ORACLE (14%), SAGE (7%), INFOR (6%) e MICROSOFT (4%).  Dos top cinco, três (Sage, Infor e Microsoft) estão focados no mercado intermediário, enquanto SAP e Oracle servem o mercado intermediário com partes dos seus portfólios de ERP: SAP com Business All-in-One, e Oracle com JD Edwards e as ofertas Accelerate para E-Business Suíte (EBS).  Descendo o mercado em termos de participação, há um grande número de vendedores focados no mercado intermediário, tais como Epicor, IFS, Lawson, QAD, Exact Software e outros, que são focados especificamente em regiões ou nichos de indústrias.  A diversidade de vendedores, portanto, demonstra quão importante e vibrante este segmento particular de mercado é.

As seguintes grandes tendências têm influenciado os sistemas ERP para companhias centradas em produtos no mercado intermediário durante os últimos poucos anos:

  • Funcionalidade específica para indústrias ou verticalização dos sistemas;
  • Uma modernização fundamental usando SOA para transformar os sistemas em model-driven packaged applications (aplicações empacotadas a partir de modelos) com analítica incorporada;
  • Globalização, que não é mais uma característica exclusiva de grandes corporações globais;
  • Uma consolidação no mercado por um número de fusões e aquisições de vendedores de ERPs.

- Verticalização

A verticalização é enfocada de dois modos: alguns vendedores, tais como Lawson, IFS e QAD, focalizam em indústrias específicas, e estão relutantes em entrar em indústrias além de suas áreas específicas de expertise.  Outros, especialmente a Microsoft, deixam a verticalização de um sistema central horizontal para seu ecossistema de parceiros.  Em outro exemplo, o enfoque da SAP é misto: sua mensagem se apóia fortemente em um enfoque indústria-por-indústria, mas a maioria das funcionalidades específicas de indústrias para o mercado intermediário é desenvolvida e implementada por parceiros.  Portanto, enquanto a paisagem do mercado intermediário ERP é fragmentada em termos de vendedores, a escolha com respeito ao foco na indústria é freqüentemente estreitada a uma pequena seleção.

- Modernização

Muitos dos sistemas ERP que estão no mercado hoje têm raízes nos anos 1980, tendo feito uma transição do Material Requirements Planning (MRP) para ERP e ERP II.  A chegada de SOA mudou o foco de sistemas monolíticos, inflexíveis em direção a uma coleção de serviços que podem ser compostos mais flexivelmente em aplicações, e podem ser adaptados mais facilmente aos rápidos e mutantes requisitos de negócios.  A habilidade de um vendedor transformar suas soluções em aplicações user-centric (centradas no usuário) e em model-driven packaged applications (aplicações empacotadas a partir de modelos) com analítica incorporada está diretamente refletida no ranking da completude da visão do sistema, item da metodologia do Gartner do Quadrante Mágico, já tratado nesta newsletter.   Um sistema com um ranking baixo pode ser uma boa escolha para dar suporte às necessidades de hoje do negócio, mas irá mostrar significativos déficits durante o tempo de vida de uso do sistema.  Empresas que selecionam um sistema com um score baixo de visão arriscam ficar para trás em sua competição se a competição parte para grandes esforços de modernização da TI.

- Globalização

A globalização tem sido um tópico somente para as grandes corporações multinacionais operando no globo.  Mas, crescentemente, empresas do mercado intermediário estão construindo mais de uma presença internacional, tanto diretamente quanto pelo enfoque de canais.  Em muitos casos, esta não é uma decisão inteiramente voluntária, mas pode ser levada por grandes consumidores que requerem que seus fornecedores os sigam em novas geografias.  Empresas enfrentando uma decisão similar nos anos vindouros precisam estar seguras que seus sistemas ERP podem suportar seus processos de negócios em todos os países relevantes.  Para fazer isto, não é suficiente que a interface do sistema seja traduzida para as respectivas línguas para possibilitar os empregados locais usarem nas suas respectivas línguas nativas. Mais que isto, os sistemas têm que ser localizados, incluindo requisitos legais e estatutários.  Para a maioria dos países importantes, o vendedor deve entregar as versões de países diretamente; para países menores, isto pode ser feito por parceiros.  Em ambos os casos, os sistemas precisam ter certificados necessários em alguns países, e o vendedor deve ter a intenção de os meios de manter sua presença no país por muitos anos à frente.  O vendedor tem que oferecer suporte e recursos de consultoria durante e depois da implementação, tanto diretamente quanto através de canais.  Por estas razões, somente sistemas que estão disponíveis em mais de uma geografia foram incluídos na metodologia do Quadrante Mágico.

- Consolidação

A quarta grande tendência que o mercado de ERP tem visto é o alto nível de fusões e aquisições, com Oracle, Infor e Sage sendo os mais ativos adquirentes.  Mas mesmo se um vendedor tem uma presença global, o mesmo não é verdade para todos os seus produtos. Adicionalmente, no meio dos vendedores “coletores”, não há visão ou plano para consolidar funcionalidade ou ofertas ao longo dos produtos adquiridos.  Isto significa que pode não haver planos para convergir ofertas de vendedores do mercado intermediário como pode haver em outros mercados onde vendedores adquirem produtos que são consolidados.

Se você deseja saber mais sobre o mercado de software ERP, fique a vontade para nos contatar!

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