Criar Valor nos Negócios a partir de Ativos Centrais de Software-II

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Na última newsletter apontamos para a necessidade de se prestar mais atenção nos ativos centrais de software (que são parte significativa das Tecnologias de Informação e Comunicação- TICs) da organização.  Conhecimentos cruciais sobre os produtos, serviços e processos da empresa estão incorporados em seus ativos centrais de software.  Eles capturam como a empresa conduz a maior parte de suas operações, e como ela interage com seus fornecedores e clientes.

 

Dutta (2007) classifica os ativos de software de uma organização em três categorias: Transacional, Informacional e Transformacional.   Os sistemas de software transacionais são tipicamente sistemas de alto volume que estão relacionados com as transações centrais de uma empresa.  Os sistemas de software informacionais servem para dar suporte às necessidades de informações dos gerentes e tomadores de decisão. Já os sistemas de software transformacionais buscam transformar o modo como os trabalhadores de conhecimento interagem uns com outros, e com seus clientes e parceiros.

Uma vez definidos estes ativos, como considerá-los como fonte de valor?  O caminho mais óbvio é o de mensurar a geração de valor.  Há um velho axioma em Administração que diz o seguinte: “Não se pode administrar o que não se mede!”.  Apesar disto, muitas organizações fazem muito pouco, ou quase nada, para medir o valor para os negócios dos seus investimentos, particularmente em ativos de software.

Pesquisas feitas pela empresa Forrester (especializada em análises para o mercado de TICs) indicam que um crescente número de organizações está fazendo um esforço para tentar medir os benefícios esperados dos seus investimentos em TICs. No entanto, a maioria parece estar usando medidas financeiras, tais como ROI (Return on Investiment- Retorno do Investimento), NPV (Net Present Value- Valor Presente Líquido), IRR (Internal Rate of Return- Taxa Interna de Retorno), ou métricas similares.

Enquanto isto é certamente uma melhoria sobre não medir nada, o uso exclusivo de medidas financeiras pode levar a alguns problemas.

A própria Forrester revisou um número de metodologias de valor de TICs que foram desenvolvidas durante os últimos anos, e que foram empregadas em investimentos reais de TICs.  Esta revisão não foi exaustiva, nem tampouco significou qualquer endosso a alguma delas; o propósito foi tão somente o de expor sua existência e encorajar os executivos de TICs a pegar e usar a metodologia mais apropriada para sua organização.  Como salientado pela Forrester, medir o valor dos negócios capacitados por TICs será crítico para quase toda organização, à medida que a tecnologia se torna incorporada em virtualmente todos os processos de negócios.  As metodologias revistas pela Forrester são:

1- Business Value Index – BVI (Índice de Valor do Negócio)

2- Total Economic Impact- TEI (Impacto Econômico Total)

3- Val IT (Valor da TI)

4- Applied Information Economics- AIE (Economia da Informação Aplicada)

Voltaremos a tratar sobre cada uma destas metodologias!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre ativos centrais de software, fique a vontade para nos contatar!

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Dutta, Soumitra (2007). “Recognising the True Value of Software Assets”.  INSEAD. November.

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