Criar Valor nos Negócios a partir de Ativos Centrais de Software

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Os executivos hoje estão enfrentando o difícil desafio de melhorar continuamente o valor dos negócios da unidade, ou da empresa que estão gerenciando.  Não é mais suficiente produzir uma “boa” performance na maior parte do tempo. Eles devem entregar outstanding (destacados) níveis de performance, e eles devem fazer isso o tempo todo; há cada vez menos paciência com fracos resultados.

Este desafio é cada vez mais desalentador, uma vez que o ambiente competitivo que os gerentes estão enfrentando está se tornando crescentemente demandante em várias dimensões, como nos aponta Dutta (2007):

 
  • As pressões de custos são incansáveis;
  • Os consumidores se tornaram muito mais demandantes em suas necessidades;
  • A pressão para reduzir o time-to-market tem crescido ao longo de vários setores;
  • Sustentar um passo rápido de inovações se tornou crítico;
  • A noção de risco tem sido redefinida e adquiriu importância aumentada no contexto da performance dos negócios.

Neste sentido, “tornou-se um imperativo para o topo da administração das empresas, focar em criar valor para os negócios. Valor que seja real. Valor que é fortemente incorporado nas capacidades da empresa. Valor que dure”.

Os ativos físicos, tais como plantas e maquinário, há tempos têm sido vistos como um dos pilares da criação de valor nas empresas.  À medida que a economia global migrou de uma base agrícola e industrial para uma economia de serviços baseada em conhecimento, o valor dos ativos intangíveis está crescendo.

Os ativos intangíveis, ao tempo em que são não físicos, existem numa variedade de formas e tamanhos.  Como lembra Dutta (2007), eles variam de direitos específicos (ex., aluguéis, acordos de distribuição, franquias, etc.) e relacionamentos (relacionamentos com consumidores, times de empregados, etc.), até propriedade intelectual (marcas, copyrights, patentes, etc.).

Há, no entanto, uma necessidade de se prestar mais atenção em outro importante tipo de ativos intangíveis: os ativos centrais de software da organização.  Conhecimentos cruciais sobre os produtos, serviços e processos da empresa estão incorporados em seus ativos centrais de software.  Eles capturam como a empresa conduz a maior parte de suas operações, e como ela interage com seus fornecedores e clientes.

Enquanto as empresas focaram na criação de valor a partir de ativos intangíveis, tais como patentes, marcas, elas, na grande maioria, gerenciaram seus ativos centrais de software não como um ativo de criação de valor, mas sim como um item de gastos que deve ser minimizado.  Ou seja, ao invés de focar em valor, os ativos centrais de software têm sido gerenciados como custos.

E para considerá-los como fonte importante de criação de valor, devemos inicialmente classificá-los para depois avaliá-los.  Neste espírito, Dutta (2007) classifica os ativos de software de uma organização em três categorias: Transacional, Informacional e Transformacional.

Os sistemas de software transacionais são tipicamente sistemas de alto volume que estão relacionados com as transações centrais de uma empresa.  Por exemplo, o sistema central de processamento de transações de um grande banco processa milhões de atualizações nas contas bancárias de seus clientes em qualquer dia.  Os sistemas de software informacionais servem para dar suporte às necessidades de informações dos gerentes e tomadores de decisão, ao extrair processar e agregar dados de sistemas internos (e externos à empresa), processando-os com ferramentas analíticas específicas, e disponibilizando-os de maneira amigável para os tomadores de decisão. Já os sistemas de software transformacionais buscam transformar o modo como os trabalhadores de conhecimento interagem uns com outros, e com seus clientes e parceiros.  Ao fazê-lo, eles dão suporte a novos modos de trabalhar, a novas práticas de negócios, e, em última instância, inovam em novos modelos de negócios.  Exemplos nesta categoria incluem os sistemas colaborativos de workflow (ou de Business Process Management- BPM), e outras tantas ferramentas, como as de redes sociais.

Voltaremos a esta questão da criação de valor a partir dos ativos centrais de software da empresa!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre ativos centrais de software, fique a vontade para nos contatar!

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Dutta, Soumitra (2007). "Recognising the True Value of Software Assets".  INSEAD. November.

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