Competindo em Analítica

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Pense além de ERP, CRM, BI, SCM, HRM, BPM, SOA, e outras tantas siglas!  Esta pode parecer uma frase muito forte.  Mas hoje é virtualmente impossível você se diferenciar baseado apenas em produtos como estes, que estas iniciais representam.  Além do mais, o que você está fazendo com todos os dados e informações que você está gerando?

Se você é um software vendor, seus rivais estão vendendo quase os mesmos produtos que você.  E graças ao fenômeno do cheap offshore labor (contratação de trabalho internacional barato, tendo a China e a Índia como modelos), você está altamente pressionado a bater seus concorrentes em custo de produção.

Logo, como sair desta situação?  Torne-se um Analytics Competitor, ou seja, um Competidor Analítico.  Esta é a lição que vem sendo dada desde 2005 por um dos mais respeitados gurus dos negócios de TICs, o Prof. Thomas Davenport.  Desde seu renomado artigo intitulado “Competing on Analytics” (Competindo em Analítica), publicado em 2005 na conceituada revista de negócios Harvard Business Review, passando pelo seu livro “Competing on Analytics: The New Science of Winning” (Competindo em Analítica: A Nova Ciência de Vencer), de 2007, em co-autoria com Jeanne G. Harris, até chegar ao seu novo livro “Analytics at Work: Smart Decisions Better Results” (Analítica Funcionando: Decisões Inteligentes, Melhores Resultados), de 2010, publicado pela Harvard Business Press, o conselho é o mesmo:

Use tecnologia sofisticada de apropriação de dados, e análise, para espremer cada última gota de valor de todos os seus processos de negócios. Com analítica você pode discernir não somente o que seus consumidores querem, mas também quanto eles estão dispostos a pagar, e o que os mantêm leais. Olhe além dos custos para calcular a exata contribuição da sua força de trabalho para sua linha de base. E não se preocupe apenas em rastrear os estoques existentes; antecipe e preveja problemas de estoques futuros”.

Ou seja:

Torne a analítica parte de sua ampla estratégia competitiva, e coloque-a para os seus tomadores de decisão em cada nível de sua empresa. Você irá armar seus colaboradores/funcionários com as melhores evidências e ferramentas quantitativas para tomar as melhores decisões – grandes e pequenas, a cada dia

O Prof. Davenport aponta, então, quais são os passos para se tornar um competidor analítico:

1-     Promova a Analítica para o Topo: reconheça e endosse as mudanças em cultura, processos, e habilidades que a competição analítica significará para sua força-de-trabalho.  E se prepare para liderar uma organização focada em analítica: você terá que entender a teoria por trás dos vários métodos quantitativos, de modo que você reconheça suas limitações.  Se você não domina métodos estatísticos, consulte especialistas que entendam seu negócio e aprenda como a analítica pode aplicada a ele;

2-     Crie uma Iniciativa de Analítica: coloque todas as atividades de coleta de dados e análise sob uma liderança comum, com tecnologia e ferramentas comuns.  Você facilitará assim o compartilhamento, e evitará os formatos de relatórios inconsistentes, as definições de dados, e padrões;

3-     Focalize seu Esforço Analítico: canalize seus recursos para uma iniciativa de analítica que sirva diretamente à sua ampla estratégia competitiva;

4-     Estabeleça uma Cultura Analítica: instigue um respeito em toda a sua empresa à medição, ao teste, e à avaliação de evidência quantitativa.  Urja que seus colaboradores baseiem suas decisões em fatos concretos.  Premie performance da mesma maneira- aplicando métricas para compensações e prêmios;

5-     Contrate as Pessoas Certas: persiga e contrate analistas que possuam habilidades em análises quantitativas, que possam expressar idéias complexas em termos simples, e possam interagir produtivamente com os tomadores de decisão.  Esta combinação pode ser difícil de achar; logo, comece a recrutar bem antes de você precisar preencher posições de analistas;

6-     Use a Tecnologia Certa: prepare-se para gastar recursos significativos em tecnologias (se você ainda não as detém), tais como sistemas ERP, e CRM.  Apresente dados em formatos padrão, integre-os, armazene-os em data warehouses, e os torne acessíveis a todos. E forme a expectativa de reunir dados suficientes, por algum tempo, para conduzir análises de real significado.

Em resumo, faça da Analítica uma ferramenta de sua estratégia competitiva! Você irá se diferenciar!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre Analítica de Negócios, fique a vontade para nos contatar!

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