Enterprise Performance Management - EPM (Gestão de Performance Empresarial- GPE)

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Vimos na letterícia da semana passada que já estamos numa nova era dos sistemas de informação.  Como apontado pelo Prof. Thomas Davenport, “nós vencemos amplamente a guerra das transações, e uma nova fronteira é necessária na guerra da gestão da informação”. Ou seja, saímos de uma etapa onde a melhoria da tomada de decisão nunca foi o foco primário, mas hoje isto ocupa o lugar central.

Vários estudos e metodologias começam a surgir tentando conquistar a atenção de um público bastante sofisticado, como é este de tomada de decisões.  Numa rápida varredura na literatura recente, podemos anotar o enfoque denominado Enterprise Decision Management- EDM (Gestão de Decisão Empresarial- GDE), que hoje encontra uma crescente adesão de vários profissionais que se articulam através de várias entidades, como a Association of Business Process Management Professionals (http://www.apbmp.org), a International Association of Software Architects (IASA) (http://www.iasahome.org), o International Institute of Business Analysis (IIBA)(http://www.theiiba.org/am), o Business Rules Group (BRG)(http://www.businessrules.org), os quais promovem encontros como o Enterprise Decision Management – EDM Summit (http://wwwedmsummit.com), e divulgam livros como o Smart (Enough) Systems: How to Deliver Competitive Advantage by Automating Hidden Decisions, cujo site é o http://smartenoughsystems.com .

Segundo James Taylor, um dos autores do livro acima, Enterprise Decision Management (EDM), ou Business Decision Management (BDM), como é às vezes denominado, é um enfoque para automatizar e melhorar decisões de alto volume operacional.  Focando nas decisões operacionais, ele desenvolve decisões de serviços usando regras de negócios para automatizar aquelas decisões, adicionando insights analíticos para os serviços usando analítica preditiva, e permitindo melhorias correntes da tomada de decisão através de controle adaptativo e otimização.

Outra metodologia é aquela que vem sendo popularizada pela empresa Oracle, e se intitula Enterprise Performance Management- EPM (Gestão da Performance Empresarial- GPE).  Segundo a Oracle, EPM é uma emergente disciplina que foca em processos de suporte de gestão integrados nos níveis estratégico, financeiro e operacional, capacitando as organizações a investir em excelência gerencial.

Estes processos de gestão incluem os estratégicos, tais como gain-to-sustain (conquiste para sustentar), investigate-to-invest (pesquise para investir), e design-to-decide (projete para decidir), bem como os processos tático e operacional, tais como os de plan-to-act (planeje para agir), analyze-to-adjust (analise para ajustar) e record-to-report (grave para relatar).  EPM cria uma vantagem competitiva para aquelas organizações que o adotam ao capacitá-las para atingirem um estado que a Oracle chama de management excellence (excelência gerencial.)

Segundo a Oracle Management Excellence (Excelência Gerencial) é o resultado de uma boa implementação de EPM.  Os três pilares, Being Smart (Ser Inteligente), Agile (Ágil), e Aligned (Alinhado), capacitam as organizações a ter um melhor e mais amplo entendimento dos seus negócios, oferecem a habilidade de reagir a novos desafios ou a aproveitar novas oportunidades, e asseguram alinhamento interno, bem como sincronização, com feedback externo dos stakeholders (principais interessados).

Nos últimos 10 a 15 anos, argumenta a Oracle, as organizações gastaram uma enorme quantia de recursos, tempo e esforço em atingir excelência operacional, cortando custos e perdas dos processos de negócios, acelerando as operações de negócios, e melhorando a qualidade dos produtos e serviços.  Isto é essencial e todo negócio deve fazer isto para sobreviver.  Os consumidores simplesmente esperam que os negócios sejam eficientes, rápidos e sem falhas.  Mas, quanto mais se investe em excelência operacional, fica mais difícil melhorar ainda mais.  E quanto mais seus competidores investem nisto, menos esta atividade se torna um diferenciador para a organização.

Neste sentido, o que fazer para manter vantagem competitiva?  A resposta está em pegar a excelência operacional atingida e construir, em cima dela, uma nova camada, a camada de excelência gerencial (ver figura à frente). Enquanto excelência operacional é tudo sobre custo, qualidade e velocidade, excelência gerencial é como se tornar smart, agile e aligned.

Ser smart significa entender o que está acontecendo no mercado e em seu negócio melhor e mais rápido do que qualquer outro.  Significa extrair o melhor de seus dados: rodar simulações, fazer perguntas do tipo “o que se” (what if questions), modelar cenários possíveis, e estar preparado para todas as eventualidades.

Mas de que vale ser inteligente se não se pode fazer nada com isto? Por isto é necessário ser agile.  Agile significa ser apto a realocar recursos ou mudar o seu modelo de negócio rapidamente baseado em novos insights ou à medida que as condições de negócios mudam.  Seus sistemas de gestão e seus sistemas de negócio estão conectados para capacitar resposta rápida às mudanças, pergunta a Oracle?

Finalmente, sua empresa precisa estar alinhada.  Isto significa compartilhar das melhores práticas no interior da empresa e ao longo de sua completa cadeia de valor.  Logo, é importante compartilhar informação essencial com todos os stakeholders no negócio – de consumidores, parceiros, fornecedores a empregados e acionistas.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre EPM e outras metodologias de decisão, fique a vontade para nos contatar!

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