Ásia: impressões preliminares (II)

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Como indicado na newsletter da semana passada, esta editoria está em viagem à China e à Coréia do Sul. Depois de uma pausa em Joanesburgo (África do Sul), seguiu-se para Hong Kong. Hong Kong é uma de duas regiões administrativas especiais da República Popular da China, sendo a outra Macau. A região (que mais se assemelha a um país, já que tem alfândega e legislação específica: para um brasileiro visitá-la não é necessário visto, mas para visitar a China sim!) está situada na costa sul da China enclausurada pelo delta do Rio Pearl e o Mar do sul da China (figura acima).

Com uma massa de terra de 1.104 km2, e uma população de 7 (sete) milhões de pessoas, Hong Kong é uma das áreas de maior densidade demográfica do mundo, com 95% da população etnicamente chinesa e os outros 5% de outros grupos. A maioria da população chinesa de Hong Kong se origina das cidades de Guangzhou e Taishan na província vizinha de Guabgdong.

A primeira grande impressão que se percebe em Hong Kong é a poluição do ar. Ao se chegar à Hong Kong (e mesmo do avião) quase não se vê com clareza a conformação de suas montanhas e edifícios. A visibilidade atualmente é de menos de 8 km para 30% do ano. Casos de asma e infecções bronquiais têm crescido nos anos recentes em função da reduzida qualidade do ar. Esta poluição é atribuída ao carvão queimado nas usinas elétricas e ao tráfego, apesar de uma significativa contribuição vir das milhares de fábricas do coração do setor manufatureiro da vizinha China.

fig 01 38A segunda impressão que se registra é a riqueza do ambiente construído (tanto pela rica infraestrutura quanto pela estrutura de edificações urbanas) revelando uma economia pujante e moderna. Hong Kong é um dos maiores centros financeiros do mundo. Tem uma forte economia dos serviços, caracterizada por baixos impostos e o livre comércio. Representa uma das maiores concentrações de escritórios principais de grandes corporações da região da Ásia-Pacífico.

A terceira, e das mais representativas impressões, é a do desenvolvimento tecnológico e comercial demonstrado a partir de duas de suas feiras principais: a China Sourcing Fair e a Hong Kong Electronics Fair. A primeira é produzida pela Global Sources, uma companhia de mídia business-to-business líder e facilitadora principal de comércio com a Grande China. Mais de 1,18 milhões de compradores internacionais, incluindo 90 dos 100 maiores varejistas do mundo, usam seus serviços para obter produtos e informações de empresas para ajudá-las a pesquisar mais lucrativamente de mercados supridores além mar. Atua em Hong Kong, Joanesburgo, Dubai, Miami, São Paulo, e Mumbai; além da feira de Eletrônicos, Eletrônicos e Componentes, e a de Produtos de Segurança que esta editoria pode visitar (com dificuldade em função do seu tamanho, já que foi realizada na Asia World-Expo, um complexo de mais de 70.000 m2 utilizados para exibições, convenções, concertos e eventos, situado junto ao Hong Kong SkyCity Marriott Hotel, próximo ao aeroporto internacional de Hong Kong), a Global Sources (que está listada na Bolsa NASDAQ desde 20000) oferece feiras para produtos infantis, equipamentos de energia, médicos e saúde, produtos do lar, material de construção, dentre tantos outros. A segunda feira é o maior evento de eletrônica do mundo, organizado pelo HKTDC – Hong Kong Trade Development Council, é o braço de marketing internacional para os comerciantes, fabricantes e fornecedores de serviços de de Hong Kong. O evento foi realizado no HKCEC- Hong Kong Convention and Exhibition Centre, que atualmente oferece 66.000 m2 de espaço para exibições.

Um breve resumo inicial que se pode tirar como lição desta breve visita à Hong Kong, bem como das duas feiras de eletrônica aqui citadas: o Brasil não tem mais condições de competir com os asiáticos em termos de eletrônica. Resta-nos saber como cooperar com eles para não nos tornarmos apenas meros compradores dos produtos deles.

Na semana que vem estaremos relatando uma visita à cidade de Shenzhen, na China, e à visita a Seoul, na Coréia do Sul!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre a Ásia, fique a vontade para nos contatar!

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