Enquanto os executivos internacionais pensam estratégias digitais, os daqui perdem o sono com o complicado ambiente de negócios!

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Como podemos aspirar posições de relevância econômica no cenário internacional se aqui nos preocupamos mais com o “ambiente de negócios”?

Duas importantes pesquisas foram divulgadas recentemente e, apesar de distintas, têm muito a ver uma com a outra, e com o Brasil da atualidade.A primeira foi divulgada pela McKinsey & Company, como componente da sua série McKinsey Global Survey, e se intitula “Minding your digital business” (Atentando para o negócio digital). Nela é salientado que executivos internacionais (um total de 1469 entrevistados) esperam que novas tecnologias digitais transformem seus negócios, mas muitos admitem que suas companhias estão bem distantes de estarem preparadas para desenvolverem capacidades e para enfrentarem os desafios.

E enquanto eles pensam em tecnologias como big data e analytics, digital marketing e ferramentas de mídia social, bem como o uso de novas plataformas, tais como cloud computing e mobilidade, no Brasil as notícias são de que o que está “tirando o sono” dos executivos é de outra natureza. Em uma pesquisa que vem sendo conduzida desde o ano de 2000 pela consultora Betania Tanure (especialista que esta newsletter tratou na newsletter do dia 23/10/2011) o que sobressai é que o que vem preocupando os executivos no Brasil é a “situação econômica do país”.

A partir de entrevistas com 418 executivos das 500 maiores empresas do Brasil, ela constata que a situação econômica do país é uma das maiores apreensões nos últimos dois meses. Em seguida, vem o acirramento da competição interna e, logo depois, aparece a crise internacional, como mostra a Figura à frente retirada de matéria publicada no jornal Valor Econômico de 31/05/2012.

Além da pesquisa apontar que o que mais preocupa os nossos executivos é o “ambiente para fazer negócios no país”, ela aparentemente(já que não tivemos acesso à sua metodologia) revela que enquanto não enfrentarmos as questões da “metade vazia do copo” da economia brasileira (tema que tratamos na newsletter da semana passada), as incertezas quanto aos rumos de nossa economia continuarão tomando conta do “mindshare” dos nossos executivos.

Ademais, ao se preocuparem mais com o “ambiente de negócios” do que com os próprios negócios, os nossos executivos deixam de atentar mais para a conquista de ganhos de produtividade, que levam a uma maior competitividade da economia, e passam a buscar, ou a contar, com medidas de efeito bastante duvidoso, como as das medidas pontuais de política econômica que visam “proteger” determinados setores da economia.

E nos dias atuais, pensar em ganhos de produtividade é estar atento ao potencial valor que as empresas podem gerar a partir das tendências tecnológicas como as acima indicadas. Uma tendência em particular, a do crescimento da importância da Analytics (Analítica) conjugada com a do Big Data (grandes volumes de dados estruturados e não estruturados a serem tratados nos dias atuais) nas ferramentas de negócio (discutidas nesta newsletter em algumas oportunidades) é a que mais atenção vem despertando nos executivos internacionais, como demonstra a pesquisa da McKinsey aqui apontada.

Neste sentido, se desejamos galgar posições de relevância no cenário internacional, seria mais produtivo que os “sonos” dos nossos executivos fossem perdidos mais com questões de tecnologia do que com o “ambiente para fazer negócios no país”!

Se sua empresa, organização ou instituição, deseja saber mais sobre ferramentas tecnológicas que levam a maiores ganhos de produtividade, fique a vontade para nos contatar!

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