Como estará a economia brasileira em 2012? E nossas empresas?

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Estamos de volta com nossas newsletters (em nossa sexta série anual) desejando um excelente 2012 a todos os leitores!

Afinal, acreditamos que 2012 será de fato um bom ano para os brasileiros. E as razões são as mais variadas. Em primeiro lugar, a trajetória do crescimento econômico aponta para uma taxa de 4% do PIB em relação a 2011, que cresceu menos de 3%, segundo a maioria das estimativas. Diante dos problemas observados na grande maioria dos países centrais, com crescimento econômico medíocre previsto para este ano, crescer a 4% ao ano, ou mais, é mais que alvissareiro.

Se crescermos (e continuarmos a crescer) a 4% ao ano, como recentemente apontou o economista Mansueto Almeida, em artigo de 13/01/2012 para o jornal Valor Econômico, significa que podemos duplicar nossa renda per capita em pouco mais de duas décadas para valor próximo à renda de Portugal hoje (de US$ 24 mil), mas ainda muito inferior ao padrão de renda anual dos EUA (US$ 48 mil) e da União Europeia (US$ 35 mil).

Em segundo lugar, ao que tudo indica, a inflação entrará em trajetória descendente e com rumo ao centro da meta, do regime de metas de inflação (a meta fixada pelo governo para o Índice Nacional de preços ao Consumidor Amplo- IPCA é de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos). Neste sentido, a estratégia escolhida pelo Banco Central no ano passado, de fazer uma convergência gradual da inflação para o centro da meta, pode ser considerada como vitoriosa, quando inverteu inesperadamente a “mão da política monetária”.

Quando passamos a discutir uma terceira importante variável macroeconômica, que é a taxa de câmbio, temos aí um preço da economia que hoje está sujeito a controvérsias, já que diz respeito direto à saúde da estrutura setorial da economia, e, de modo particular, de nossas empresas. Como a economia brasileira tem um juro real que é maior que o resto do mundo, isto faz com que ocorra um fluxo de entrada de capitais que concorre para a apreciação da taxa de câmbio. A valorização da taxa de câmbio real (o preço dos bens externos em relação aos bens internos) afeta a competitividade estrutural da economia, que frequentemente se expressa a partir do aumento da concorrência dos produtos importados- notadamente os manufaturados- quanto à mudança da composição da pauta das exportações.

Como já discutido aqui nesta newsletter, existe hoje no Brasil o receio de que parte substancial da produção doméstica venha a ser substituída por importações, fenômeno tipicamente associado à desindustrialização quando observado por um período de tempo prolongado.  Por outro lado, existe a suspeita de que um aumento na participação dos produtos básicos, e redução dos industrializados, seja o resultado de perdas de competitividade na produção desses bens.  Nessa vertente o Brasil estaria perdendo participação nas exportações de produtos industrializados devido à expansão das exportações de países com câmbio mais competitivo (isto é, desvalorizado) do que o nosso.  A China é o exemplo que vem imediatamente à lembrança.

Esta discussão nos remete à questão das nossas empresas. Afinal: como estarão nossas empresas em 2012? Podemos afirmar com alguma segurança que aqueles segmentos econômicos vinculados ao setor de commodities estarão muito bem obrigado, uma vez que a fome mundial por commodities não deixará de cessar em 2012. Quanto às demais empresas, isto é, aquelas vinculadas aos setores não-commodities, tais como manufaturados e serviços, estas conviverão com um período de incerteza.

Mas é exatamente neste período de incerteza que se manifestam tanto desafios quanto oportunidades, questões que serão tratadas em detalhe aqui nesta newsletter ao longo de 2012.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre a economia brasileira e suas empresas em 2012, fique a vontade para nos contatar!

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