Marc Andreessen e o futuro da empresa

03 13

No mundo das tecnologias de informação e comunicação - TICs existem aquelas pessoas que “mudam as regras do jogo” (game changers) e aquelas que apenas “jogam o jogo”. Marc Andreessen definitivamente pertence ao primeiro grupo. Para aqueles interessados em conhecer rapidamente um pouco mais sobre sua importância, aconselhamos um vídeo da Bloomberg TV (http://bloom.bg/YE2u94 ), bem como o seu histórico no Wikipedia (http://bit.ly/VVEWrF ).

Depois de ter marcado nossa (pelo menos do editor desta newsletter) geração de “migrantes” para a Internet e toda uma geração de “nativos da Internet”, com a criação do web browser Mosaic (http://bit.ly/11eqG2v), bem como pela criação do Netscape (http://bit.ly/WxBzZw), Andreessen se tornou uma das pessoas mais influentes no mundo dos negócios associados à indústria das TICs.

Hoje são bastante requisitadas suas palestras e entrevistas, bem como os artigos que escreve. Dos mais recentes podemos destacar o artigo intitulado “Why Software is Eating the World” (Porque Software está Comendo o Mundo), publicado em 11/08/2011 no Wall Street Journal (http://on.wsj.com/XRUdbz), onde aponta a importância das empresas de software para o mundo contemporâneo, e sua entrevista recente (de 27/01/2013), cujo título é o desta newsletter (ver http://tcrn.ch/WAXJaf) para a Techcrunch, uma famosa revista da web especializada em TICs.

Nesta entrevista (que deveria ser lida por todos aqueles interessados em empresas e novos negócios na indústria de TICs) Andreessen repassa para a entrevistadora (Alexia Tsotsis) sua visão sobre o espaço da empresa nos próximos cinco anos. Seu relato se inicia com uma interessante leitura do desenvolvimento da indústria dos computadores num movimento top-down (cima para baixo) e bottom-up (de baixo para cima).

Segundo ele a indústria dos computadores começou em 1950 e basicamente existiu durante os 50 anos seguintes com o mesmo modelo, que era um modelo onde todos os novos computadores, e todos os novos software começaram sendo vendidos pelos maiores preços para as maiores organizações. Depois de passarmos pelos mainframe, minicomputadores e PCs, saímos de alguns poucos compradores para alguns milhões, mas nunca atingimos bilhões. Agora o smartphone surgiu e podemos acessar bilhões de pessoas.

Deste modo, a indústria tem sido um modelo do tipo top-down por 50 anos. Andreessen acredita que este modelo basicamente mudou nos últimos 10 anos. E mudou para um modelo onde hoje as mais avançadas e mais interessantes tecnologias chegam primeiro aos consumidores finais. Daí os pequenos negócios começam a usá-las. Depois as empresas de porte médio começam a usar, e depois as grandes, e, eventualmente, os governos também começam a usar. E isso é uma completa mudança do modo em que sempre funcionou.

Dito de outra forma, a razão para esta mudança é fundamentalmente porque, já que agora nós temos estas coisas (um computador na mão de cada um), de repente todas aquelas barreiras para a entrada no mercado (que eram tão grandes) só existiam porque não havia usuários prematuros no mundo. Para trazer uma nova tecnologia para os “consumidores finais” em primeiro lugar, nós tínhamos um longo caminho a percorrer para tentar achar pessoas que realmente pudessem pagar por algo.

Agora, “de repente”, nós temos este mercado global de “adotadores prematuros” de tecnologias que têm smartphones conectados à Internet, e eles podem pegar suas coisas e sair por aí com elas. E, como salienta Andreessen, consumidores podem tomar decisões muito mais rápido do que as empresas, porque para os consumidores eles podem gostar ou não, enquanto que as empresas têm que percorrer aqueles longos processos envolvidos.

O restante desta fascinante entrevista eu deixo para que os leitores experimentem pessoalmente. Podemos assegurar que o resultado final é extremamente educativo para aqueles envolvidos com empresas e novos negócios na indústria de TICs, e, marcadamente, para um novo entendimento sobre o futuro da empresa no novo contexto apontado por Andreessen.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre novos insights e negócios no mundo das TICs, fique a vontade para nos contatar!