Pesquisa sobre o uso das TICs nas empresas do Brasil

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No ano de 2012 o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística publicou um trabalho de alto valor que tem recebido muito pouca atenção dos analistas de plantão. Trata-se do relatório final da “Pesquisa Sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Empresas - 2010”. A pesquisa, realizada em 2010, é o que se pode chamar de o “estado da arte” da questão no Brasil, e traz importantes elementos para reflexão.

A pesquisa investigou aspectos do uso dessas tecnologias pelo segmento empresarial brasileiro, contemplando, entre seus temas, a utilização de computadores e da Internet no exercício das atividades dessas organizações, e os motivos apontados para explicar sua não utilização, além de informações sobre as políticas e medidas de segurança em TIC adotadas e as habilidades do pessoal ocupado em relação a essas tecnologias.

Segundo o IBGE, a publicação apresenta os resultados de uma criteriosa investigação, cujos indicadores foram pautados em recomendações metodológicas e conceituais internacionais, o que assegurou a qualidade das informações e a comparabilidade das estatísticas. Divulgados para o conjunto do País, os indicadores abarcam empresas dos setores secundário e terciário, por grupamentos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0, e estão acompanhados de análises que realçam as principais características observadas em cada um dos temas tratados. Revelam, pela primeira vez em uma pesquisa da instituição, o alcance, as barreiras e os distintos usos que o setor empresarial brasileiro tem feito de tais tecnologias. A publicação inclui notas técnicas com considerações metodológicas sobre a pesquisa, em que se destacam as conceituações das variáveis investigadas e os aspectos da amostragem.

Em função da exiguidade deste espaço, pinçamos brevemente algumas das principais conclusões da pesquisa. Em primeiro lugar, em 2010 o universo das empresas com 1 (uma) ou mais pessoas ocupadas nas atividades selecionadas para a pesquisa abrangeu cerca de 2,8 milhões de empresas. Deste universo, o uso das novas TICs ainda não alcançou a sua totalidade. Entre aquelas pesquisadas, 2,2 milhões (80,8%) utilizaram computador, 2,1 milhões (76,9%) fizeram uso da Internet, e 2,3 milhões (83,3%), de telefone celular para finalidades de trabalho.

De acordo com o IBGE, observou-se que as proporções de empresas que usaram computadores e Internet são elevadas e crescentes, à medida que aumenta o porte das empresas. As diferenças entre os níveis de uso de computadores segundo o porte das empresas podem ser observadas na Tabela 2 do IBGE à frente, e as que usaram celular corporativo podem ser vistas na Tabela 3. Em termos das pessoas ocupadas que usaram computadores e Internet foram, respectivamente, 42,7% e 36,6%, como demonstra a Tabela 4 à frente.

Um dado saliente, e que não deixa de ser preocupante, é aquele que indica que dentre as microempresas pesquisadas, foram as do segmento de Indústrias as que menos utilizaram computador e Internet; 73,4% e 71,1%, respectivamente, como mostra a Tabela 2, já citada. No momento em que o Brasil está vivenciando um processo de desindustrialização (mais revelado pela perda de importância relativa da indústria no produto bruto nacional, tanto em valor adicionado quanto em termos de oferta de empregos), é preocupante constatar que as microempresas de nossa indústria estão utilizando menos tecnologias (como as TICs) do que os demais setores da economia.

Em resumo, é salutar ver o uso das TICs no Brasil sendo revelado e posto à discussão. Esperamos que o IBGE venha a repetir a dose para podermos perceber uma série histórica mais rica que permita mais reflexões sobre a evolução deste uso no país. De qualquer forma, a pesquisa é uma grande conquista e já pode contribuir tanto para a tomada de decisões do setor público quanto do setor empresarial.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre o uso das TICs no país, fique a vontade para nos contatar!

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