A TI não importa (para os CEOs)

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Em recente post para a Harvard Business Review- HBR, intitulado “IT Doesn`t Matter (to CEOs)”[ou seja, “A TI não importa (para os CEOs)”] , Robert Plant relembrou um artigo provocativo de 2003, publicado na mesma HBR, por Nicholas Carr, cujo título era “IT Doesn´t Matter” (A TI Não Importa), em que este último apontava:

A TI é vista como a última em uma série de tecnologias amplamente adotadas que têm reformatado as indústrias ao longo dos últimos séculos – do engenho a vapor e das ferrovias para o telégrafo e o telefone para o gerador elétrico e o engenho de combustão interna. Por um breve período, à medida que eles estavam sendo edificadas para a infraestrutura do comércio, todas estas tecnologias abriram oportunidades para companhias visionárias ganharem vantagens reais. Mas à medida que sua disponibilidade aumentava e seus custos diminuíam – e que elas se tornaram ubíquas – elas se tornaram insumos commodities. De um ponto de vista estratégico, elas se tornaram invisíveis; elas não mais importam”.

Como bem recorda Robert Plant, este argumento foi ridicularizado por executivos tais como Steve Ballmer, Carly Fiorina, e Scott McNealy, mas os CEOs (Chief Executive Officers) o aplaudiram calmamente. Eles tinham suspeitado o tempo todo que a TI realmente “não importava”. Líderes de companhias têm referenciado e louvado Nicholas Carr quando eles precisam justificar sua hesitação em criar posições de TI mais fortes e progressivas. E não sem razões, como aponta Robert Plant com alguns exemplos.

Mesmo depois de mais de 20 anos de implementações, um estudo da empresa Panorama mostra que mais de 53% dos projetos de ERP (Enterprise Resource Planning) ainda excedem os orçamentos, 61% levam mais tempo para completar do que antecipado, e mais de 27% falham em produzir o esperado ROI (return on investment- retorno ao investimento).

A Panda Labs recentemente publicou dados indicando que, no nível básico mais de 27% dos computadores estão infectados com malware. Vazamentos de dados estão aumentando, com 44% de crescimento no número de registros expostos entre 2011 e 2012. Tem havido vazamentos em empresas tais como Global Payments (1,5 milhão de registros), Wyndham Hotels (600,000 cartões de crédito), eHarmony (1,5 milhão de passwords), LinkedIn (6,5 milhões de passwords), Zappos (24 milhões de registros), Heartland (160 milhões de números de cartão de crédito), e mesmo o escritório do Juizado Geral do Texas (3,5 milhões de registros).

Plant registra também que mídia social é também parte da paisagem de segurança: entre o segundo trimestre e o quarto de 2012 o número de contas do Twitter cresceu 40%, mas o crescimento foi acompanhado por hacks tais como aqueles de The Associated Press, Financial Times, Human Rights Watch, France 24, BBC, e Burger King. Todos os quais revelam um déficit de medidas de segurança e um pobre entendimento contextual da tecnologia.

Mas como aponta Plant, estes e outros problemas relacionados com TI não têm raízes na tecnologia, mas sim em falhas de liderança. As pessoas na chamada C-suite (CEOS, CFOs, CMOs, e por aí vai) não entendem os problemas de TI, não provêm adequados recursos para resolvê-los, e não enfocam as questões como membros de um time unificado de “literatos em tecnologia”.

Para tanto, Plant sugere ações em três áreas: a) Literatura – que a liderança sênior conheça a literatura em tecnologia; b) Accountability (Prestação de contas) – que os conselhos de administração tornem os CEOs responsáveis pelas falhas de tecnologia; e c) Frequência – que a liderança sênior exerça atualizações de trabalhos com o time de tecnologia com maior frequência.

E Plant termina seu post com a seguinte sentença: “As estratégias de tecnologia das corporações irão continuar ineficazes até que os seus líderes reconheçam que, agora como sempre, a TI importa!”.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre a importância da TI, não hesite em nos abordar!

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