Melhores Práticas de Gestão de TI

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Uma boa parte da missão de uma organização de TI é automatizar e melhorar processos de negócios das empresas. Mas a organização de TI também tem suas próprias necessidades de melhorias de processos e automação. Aquelas organizações de TI que operam melhor não somente focam em seus esforços de melhoria de processos, elas também buscam otimizar seus próprios processos de gestão internamente.

A TI como uma função de negócios tem evoluído e maturado ao longo de décadas. Portanto, hoje, quando se trata de melhores práticas de gestão de TI, não é necessário paras as organizações de TI reinventarem a roda. Apesar das melhores práticas necessitarem adequação para cada situação, certas políticas e disciplinas mostram-se repetidamente nas organizações que melhor operam suas TIs.

Neste sentido, a Computer Economics (www.computereconomics.com), empresa norte-americana especializada em métricas de gestão de TI, publicou estudo recente sobre o crescimento e maturidade de 24 (vinte e quatro) práticas de gestão de TI. Algumas destas práticas são disciplinas bem estabelecidas e são comumente aceitas. Outras estão ganhando tração entre organizações líderes. Algumas estão sendo amplamente promovidas por vendedores e consultores, mas somente raramente adotadas.

O objetivo do estudo foi oferecer aos executivos de TI dados do mundo real sobre quão ampla cada prática está sendo implementada, de forma a se ter uma base para comparação com seus pares, e um meio de identificar práticas emergentes que eles possam considerar.

O estudo está no seu nono ano. Cada ano a Computer Economics pergunta às organizações de TI, em sua pesquisa anual, até que ponto elas estão engajadas em uma seleta lista de práticas. Elas têm 05 (cinco) possibilidades de escolha: nenhuma atividade, considerando, implementando, parcialmente praticando, e praticando plenamente. As respostas nos possibilitam determinar quão ampla a prática está sendo adotada, quão vigorosamente está sendo praticada, e quão rápido está para crescer. Ao comparar as respostas de um ano com seu anterior, pode-se avaliar a trajetória de crescimento da prática.

A Computer Economics dobra o escopo do estudo a cada ano com a adição de 12 (doze) novas práticas, predominantemente em áreas de gestão financeira e de segurança. Para simplificar a apresentação do seu relatório, a empresa agrupou as práticas em 04 (quatro) categorias: a) práticas de governança de TI; b) práticas de gestão financeira de TI; c) práticas de gestão operacional de TI; e, d) práticas de segurança de TI. Mesmo que as fronteiras entre estas categorias de melhores práticas estejam longe de serem fixas, as categorias oferecem uma oportunidade de discutir as práticas selecionadas dentro do contexto de práticas relacionadas. A empresa apresenta seus achados por categoria no início de cada seção do seu relatório.

A avaliação das práticas é primariamente baseada em 03 (três) conceitos: taxa de adoção, nível de prática, e maturidade. A taxa de adoção é a percentagem das organizações que tanto completa ou parcialmente se engaja em uma prática. O nível da prática é um indicador de quão completamente uma prática está sendo adotada. E a maturidade de uma prática é baseada na combinação da taxa de adoção com o nível da prática.

Este trabalho da Computer Economics é um bom exemplo de que as empresas de TI no Brasil podem, e devem, utilizar métricas de comparação do seu desempenho não somente com indicadores de “gastos de TI” (frequentemente gastos de TI sobre faturamento), mas sim através de outras medidas que possibilitem uma melhoria de vários outros aspectos da gestão dos seus negócios (afinal, como visto na newsletter de 01/09/2013, as empresas no Brasil são vistas como “mal gerenciadas”)!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre práticas de gestão de TI, fique a vontade para nos contatar!

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