O Paradoxo do Setor de TICs no Brasil

12 14 N“Somos o 4º maior mercado de TICs do mundo (segundo dados da BRASSCOM – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), no entanto, este setor está na 60ª posição mundial (dentre 142 países) em termos de preparo, uso e impacto na economia e sociedade, segundo o Networked Readiness Index- NRI 2013 (Índice de Preparo em Rede- IPR 2013) do Fórum Econômico Mundial- FEM em seu The Global Information Technology Report- GITR 2013”.

Este é o “paradoxo” do setor de TICs no Brasil. Afinal, como a 7ª economia do mundo (segundo dados de Produto Interno Bruto- PIB do Fundo Monetário Internacional- FMI e do Banco Mundial- BIRD) pode ter, ao mesmo tempo, um setor de TICs tão expressivo e tão pouco relevante? Eis aí algo que está por merecer uma boa explicação (nesta newsletter vamos apenas trazer as evidências que subsidiam a proposição deste paradoxo).

O NRI, ou IPR, é parte doGITR, relatório que é desenvolvido (e publicado há 12 anos) pelo FEM (www.wef.org) em parceria com a INSEAD, uma das maiores e mais prestigiosas escolas de pós-graduação em negócios do mundo, com campi na Europa, Ásia e Oriente Médio, bem como em Israel. O desenho do arcabouço do cálculo do IPR (Figura 1 à frente) tem sido guiado por cinco princípios:

1- Medir os impactos econômico e social das TICs é crucial;

2- Um ambiente proporcionador determina a capacidade de uma economia e sociedade beneficiar do uso de TICs;

3- O preparo e o uso das TICs permanecem como impulsionadores chaves e pré-condições para obtenção de qualquer impacto;

4- Todos os fatores interagem e co-evolvem no interior de um ecossistema;

5- O arcabouço para as TICs deve prover orientações claras de políticas e identificar oportunidades de colaboração público-privada.

O arcabouço do preparo em rede se translada no IPR, compreendendo 04 (quatro) Sub-índices que medem o contexto das TICs; a) os ambientes político e regulatório, bem como os de negócios e inovação; b) o preparo de uma sociedade para o uso da TICs; c) o real uso de todos os stakeholders; e, finalmente, d) os impactos que as TICs geram na economia e na sociedade. Os três primeiros sub-índices podem ser considerados como os impulsionadores que estabelecem as condições para os resultados do quarto sub-índice, os impactos das TICs. Estes quatro sub-índices são divididos em 10 (dez) Pilares compostos de 54 (cinquenta e quatro) indicadores no total (Figura 2 à frente).

E como o Brasil se situa no IPR bem como nos seus respectivos sub-índices e pilares? Na Tabela 1 à frente é mostrado o ranking dos 10 países melhor posicionados (dentre os 142 países pesquisados pelo IPR) e a 60ª posição do Brasil. A Tabela 2 mostra o sub-índice do ambiente e seus pilares, bem como o Brasil na 107ª posição; a Tabela 3 apresenta o sub-índice preparo e seus pilares (e o Brasil na 74ª posição); a Tabela 4 apresenta o sub-índice uso e seus pilares (Brasil na 44ª posição); e a Tabela 5 o sub-índice de impacto e seus pilares (Brasil 50ª posição).

Pode-se concluir destes sub-índices que o que mais parece estar agravando a posição do Brasil no IPR é a sua posição no sub-índice do ambiente político e regulatório, bem como do ambiente de negócios e de inovação.  E isto confirma o senso comum entre os brasileiros de que temos um ambiente pouco favorável aos negócios e à inovação. Mas será que isso explica o nosso “paradoxo”? Cremos que explica parte dele, mas existem outros fatores que também contribuem para sua existência, e é isso que retomaremos numa outra oportunidade!

Se sua empresa, organização ou instituição, deseja saber mais sobre o “paradoxo” do setor de TICs no Brasil, fique a vontade para nos contatar!

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