Big Bang Disruption

17 14Nós estamos vivendo na idade da inovação disruptiva (ou de ruptura): a idade da “Big Bang Disruption”.  Na Big Bang Disruption, novos bens entram no mercado tanto melhores quanto mais baratos do que os produtos existentes desde o momento de sua criação.  Este é o argumento central do livro “Big Bang Disruption: Strategy in the Age of Devastating Innovation” (A Ruptura Big Bang: Estratégia na Idade de Inovação Devastadora), produzido e lançado este ano por Paul F. Nunes e Larry Downes, ambos técnicos da Accenture.

Para os incumbentes, isto significa problema.  Hoje, startups com pouca ou nenhuma experiência e capital podem desfazer sua estratégia antes que você perceba o que está acontecendo. E isto está acontecendo em quase todas as indústrias.

O que explica esta mudança radical?  De acordo com os autores, tecnologias exponenciais – tais como o processador do computador, a cloud, os artefatos móveis, e redes de banda larga – estão rapidamente decrescendo custos em áreas chave dos negócios.

Rupturas Big Bang não progridem como uma “curva sino”. A curva sino é o padrão usual da adoção pelo consumidor que foi descrita pelo guru da Administração Everett Rogers.  De acordo com este modelo (mostrado na Figura 1 em marrom), novos produtos ganham popularidade sequencialmente em cinco segmentos de mercado (innovattors-inovadores; early adopters-adotares prematuros; early majority-maioria prematura; late majority- maioria tardia; laggards-retardatários). Ao contrário disto, as rupturas Big Bang seguem uma “shark`s fin” (barbatana de tubarão), com uma subida quase vertical na adoção pelo mercado, e uma rápida queda de abandono do mercado, mostrada em vermelho na Figura 1.  Neste sentido, há somente dois segmentos de mercado: usuários-teste e todos os outros.

As Big Bang Disrputions caminham através de quatro estágios (Figura 2), análogos à teoria do big bang do universo.  O primeiro é a Singularidade (The Singularity), quando rupturas emergem de um bando de experimentos baratos e rápidos.  No estágio 2, o Big Bang surge, onde tudo é súbito, incluindo sucesso e fracasso. Consumidores tanto chegam de uma vez quanto não chegam. O estágio 3 é o Big Crunch.  Quando ele chega, os mercados contratam, puxando as startups e os incumbentes da mesma maneira.  Aqui é tudo uma questão de “sobrevivência do mais rápido”. O estágio final é a Entropia (Entropy), onde somente os últimos sobreviverão e o resto espera “repurpose” (dar outro propósito) quaisquer dos ativos remanescentes.

À medida que os Disruptores Big Bang refazem sua indústria em ciclos cada vez mais curtos, estratégias, e, em muitos casos companhias inteiras, devem também ser refeitas.  Ao transformar seus negócios, o mais valioso ativo que se pode ter é velocidade.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre Big Bang Disruptions, fique a vontade para nos contatar!

 

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