Brasil: um país pouco competitivo!

22 14Na newsletter de 27-04-2014 comentamos que o Brasil é o quarto mercado mundial de TICs (segundo dados da BRASSCOM- Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), mas ocupava a 60ª posição no Networked Readiness Index- NRI 2013 (Índice de Preparo em Rede- IPR 2013) do Fórum Econômico Mundial- FEM, em seu “The Global Information Technology Report- GITR 2013”.  Denominamos esta condição de “paradoxo do setor de TICs brasileiro”.

Há poucos dias o FEM publicou o seu “The Global Information Technology Report- GITR 2014”, e, pasmem: o Brasil caiu da 60ª posição para a 69ª posição!  Mas o que gostaríamos de registrar nesta newsletter é um outro índice: o Índice Global de Competitividade (ou, The Global Competitiveness Indextambém produzido pelo FEM.

Segundo o The Global Competitiveness Report 2013-2014, competitividade é o conjunto de instituições, políticas, e fatores que determinam o nível de produtividade de um estado ou país.  O nível de produtividade, por seu turno, define o nível de prosperidade que pode ser alcançado por uma economia.  O nível da produtividade também determina as taxas de retorno obtidas pelos investimentos numa economia, os quais, por sua vez, são os motores fundamentais de suas taxas de crescimento.  Em outras palavras, uma economia mais competitiva é uma que pode crescer mais rápido no tempo.

Sendo assim, para medir competitividade, o The Global Competitiveness Report 2013-2014 estabelece o GCI - Global Competitiveness Index (Índice Global de Competitividade).  Este índice incorpora uma média ponderada de diferentes aspectos da competitividade.  Estes componentes estão agrupados em 12 ‘pilares de competitividade’, a saber:

Primeiro Pilar: Instituições; Segundo Pilar: Infraestrutura; Terceiro Pilar: Ambiente; Quarto Pilar: Saúde e Educação; Quinto Pilar: Educação Superior e treinamento; Sexto Pilar: Eficiente mercado de produtos; Sétimo Pilar: Eficiente mercado de trabalho; Oitavo Pilar: Desenvolvimento do mercado financeiro; Nono Pilar: Preparo Tecnológico; Décimo Pilar: Tamanho do mercado; Décimo Primeiro Pilar: Sofisticação dos Negócios; Décimo Segundo Pilar: Inovação.

Estes 12 (doze) pilares que compõem o GCI - Global Competitiveness Index podem ser visualizados na Figura 1 à frente.  Percebe-se nesta figura que os pilares estão organizados por grupos que constituem os sub-índices do CGI (sub-índice de requisitos básicos; sub-índice reforçadores de eficiência; e sub-índice de fatores de inovação e sofisticação), os quais, por sua vez, representam, respectivamente, três elementos-chave para as economias: pilares chave para economias baseadas em fatores; pilares para economias baseadas em eficiência; e, pilares para economias baseadas em inovação.

De acordo com The Global Competitiveness Report 2013-2014, o Brasil se encontra na 56ª – quinquagésima sexta – posição neste índice, num ranking total de 148 países, o que demonstra que nosso país é um país muito pouco competitivo quando se observa que o mesmo representa a 7ª economia do mundo (segundo dados de Produto Interno Bruto- PIB do Fundo Monetário Internacional- FMI e do Banco Mundial- BIRD).

Se fosse possível sintetizar em um único determinante para explicar a razão pela qual o Brasil ser tão pouco competitivo, poderíamos levantar uma única hipótese: o Brasil é uma economia muito fechada ao comércio internacional, mas este é um tema que voltaremos a tratar em outra ocasião!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre a competitividade brasileira, fique a vontade para nos contatar!

 

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