Florescimento em Massa: Como Inovação na Base Criou Empregos, Desafios e Mudança

30 14O título acima é o título de um livro recente do Prof. Edmund S. Phelps, Prêmio Nobel de Economia de 2006.  Prof. Phelps recebeu seu Nobel por ter feito importantes contribuições para a análise das relações entre inflação e desemprego, e, de modo particular, como o balanço entre estas duas variáveis macroeconômicas reflete um problema chamado inter-temporal (ou seja, de como questões das gerações do presente se confrontam com as das futuras gerações).

Logo no início deste seu novo livro o Prof. Phelps se pergunta: “O que aconteceu no século 19 que proporcionou a que pessoas, em alguns países, tivessem – pela primeira vez na história humana- crescimento ilimitado nos seus salários, expansão no emprego na economia de mercado, e ampla satisfação com seu trabalho? E o que aconteceu para proporcionar que muitas destas nações- por agora, todas elas, pelo que parece ser- perdessem tudo aquilo no século 20? Este livro tem a intenção de entender como esta rara prosperidade foi ganha e como foi perdida.

Neste novo livro o Prof. Phelps apresenta uma nova perspectiva sobre o que é a prosperidade das nações.  Segundo ele o florescimento está no coração da prosperidade-engajamento, no encontro de desafios, na auto-expressão, e no crescimento pessoal.  Receber uma renda pode levar ao florescimento, mas não é uma forma de florescimento.  O florescimento de uma pessoa vem pela experiência do novo: novas situações, novos problemas, novos discernimentos, e novas ideias. Para desenvolver e compartilhar.  De forma similar, a prosperidade na escala de uma nação – o que ele denomina de “florescimento em massa” - vem pelo amplo envolvimento das pessoas no processo de inovação: concepção, desenvolvimento, e difusão de novos métodos e produtos- o que ele chama de “indigenous innovation” (inovação autóctone) até a base.  Este dinamismo pode ser estreitado ou enfraquecido pelas instituições que emergem de entendimento imperfeito ou de objetivos que competem entre si.  Dinamismo amplo pode ser alimentado pelos valores certos.

O entendimento das modernas economias deve começar, segundo o Prof. Phelps, com uma noção moderna: ideias originais nascidas da criatividade e baseadas nas características únicas do conhecimento, informação e imaginação de cada pessoa.  As economias modernas foram dirigidas por novas ideias de gente de negócios: homens de ideias, empreendedores, financistas, criadores de mercados, e usuários pioneiros.  Segundo ele, atitudes e crenças foram o estopim do dinamismo das economias modernas.  É principalmente a cultura de proteger e inspirar individualidade, imaginação, entendimento, e auto-expressão que promove a inovação autóctone.

Neste sentido, para o Prof. Phelps uma moderna economia significa não uma economia dos dias de hoje, mas uma economia com um considerável “grau de dinamismo” - isto é, o desejo e a capacidade e a aspiração para inovar.    Deste modo, o Prof. Phelps avança o conceito de “dinamismo de uma economia” como um composto de um conjunto aprofundado de forças e facilidades por trás da inovação: o desejo de mudar as coisas, o talento para isto, e a receptividade para coisas novas, bem como para as instituições capacitadoras.  Logo, dinamismo é o desejo e a capacidade para inovar, deixando para trás as condições e obstáculos atuais.  No entanto, segundo Prof. Phelps, isto contrasta com o que usualmente se chama de “vibrancy” (vibração, animação), que é a capacidade de estar alerta às oportunidades.

Ele cita esta diferença para apontar que a taxa de crescimento econômico de um país não é uma medida adequada para aferir dinamismo.  Em uma economia global, dirigida por uma ou mais economias com alto dinamismo, uma economia com baixo ou nenhum dinamismo pode desfrutar regularmente da mesma taxa de crescimento daquelas das economias dinâmicas.  Sendo assim, o dinamismo de uma nação não é uma nova palavra para o crescimento da produtividade de uma nação.  Seu próprio dinamismo não é necessário para seu crescimento se o resto do mundo tem dinamismo – vibrancy é suficiente (como ele aponta); e não é suficiente se a nação é tão pequena que seu dinamismo não pode ir longe.

Finalmente (não pelas contribuições do livro, mas pela exiguidade de espaço desta newsletter) cabe destacar que o Prof. Phelps considera que os avanços da ciência não foram a força motriz por trás da explosão de conhecimento econômico no século 19.  Segundo ele, as invenções tornadas famosas pelas maiores inovações que elas impulsionaram não foram as causas primárias do florescimento. Elas nasceram da percepção das necessidades de negócios ou de um senso do que os negócios e consumidores gostariam de ter- tudo definido pela experiência dos inovadores no mundo dos negócios.  Em resumo, não é o aparato científico de uma nação que leva a uma nova categoria de economia, mas sim um sistema para a geração de inovação autóctone década após década à medida que o sistema continua a funcionar!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre dinamismo econômico e inovação autóctone, fique a vontade para nos contatar!

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