Hungry Start-up Strategy (Estratégia de Start-up Ávida)

31 14“Algumas lições emergiram da minha experiência de investimento em start-ups. A mais importante delas é que é bastante simples dizer quais start-ups vão ter sucesso e aquelas que vão falhar. Aquelas que têm uma base de consumidores crescente irão sobreviver, e aquelas que gastam todo seu dinheiro refinando seu produto antes de adquirir usuários não sobreviverão. Para os propósitos deste livro nós vamos chamar o primeiro tipo de ´hungry start-ups´.”

Este é um dos trechos do prefácio do livro “Hungry Start-up Strategy: Creating New Ventures with Limited Resources and Unlimited Vision” (Estratégia de Start-up Ávida: Criando Novas Iniciativas com Recursos Limitados e Visão Ilimitada), escrito pelo estrategista de negócios e investidor em start-ups Peter S. Cohan, publicado em 2012 pela editora americana Berrett-Koehler Publishers, Inc.

Cohan, que foi sócio do guru internacional de Estratégia Michael Porter, iniciou seus trabalhos com start-ups a partir das respostas a duas questões sobre estratégia colocadas pelo próprio Porter: i) Onde uma companhia deve competir? ii) Como uma companhia vence em sua selecionada indústria?   Cohan observou que as respostas de Porter eram importantes desafios para os CEOs (Chief Exective Officers, ou Executivos Principais) de start-ups, mas as considerou mais efetivas para grandes companhias, e que os CEOs de start-ups precisam de respostas a questões não endereçadas por Porter.

Neste sentido, Cohan observou que as start-ups enfrentam 06 (seis) escolhas de estratégia, tal como representado na Figura 1 à frente: 1) Estabeleça Metas; 2) Eleja Mercados; 3) Levante Capital; 4) Estabeleça um Time; 5) Conquiste Fatias de Mercado; e, 6) Adapte-se a Mudanças.  O livro de Cohan desenvolve, na sua primeira parte, estas seis escolhas, e, na segunda parte, discute as implicações para os principais interessados nas start-ups. Para esclarecer estas seis escolhas, Cohan apresentou uma tabela interessante onde ele coloca as principais diferenças entre as prescrições voltadas para as “hungry start-ups” e aquelas apontadas por Porter (ver Tabela 1).

De acordo com Cohan, seu livro oferece diferentes benefícios para diferentes grupos de leitores, incluindo:

■ Empreendedores: CEOs de start-ups e seus times de gestão irão aprender quão melhor estabelecer seis escolhas estratégicas chave, como provedores de capital as veem, e as categorias de grandes companhias que podem treiná-los antes que eles lancem suas iniciativas;

■ Professores de empreendedorismo e estudantes: Escolas de negócios que ensinam empreendedorismo irão ter um novo enfoque que complementa estruturas de estratégia tradicionais. E estudantes irão se beneficiar de conselho sobre se eles não serão empreendedores;

■ Provedores de capital: Capitalistas de risco, bancos e investidores anjo irão usar o livro para atrair potencial portfólio de companhias e mostrá-las como atingir suas metas;

■ Grandes companhias: CEOs de grandes companhias- particularmente aquelas que estão ameaçadas pelos competidores start-ups e por tecnologias mutantes- irão aprender como um conjunto de grandes companhias está incorporando estratégias de start-ups em suas organizações para criar e capturar oportunidades de crescimento enquanto alcançam alvos de desempenho.

Eis aí um livro interessante (que indicamos como leitura) e que corrobora a visão de que, de fato, as start-ups são um “bicho” distinto e que merece atenção diferenciada das grandes companhias.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre “hungry start-ups”, fique a vontade para nos contatar!

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