Telecomunicações intensificam uso de TICs

32 14Atendendo convite da Associação Brasileira de Empresas de Telecomunicações (Telebrasil – entidade que congrega os operadores e fornecedores de bens e serviços do setor de comunicações e informação para a defesa de seus interesses e desenvolvimento), o editor desta newsletter participou do 58º Painel Telebrasil, na quarta-feira (10/09), em Brasília. 

Neste evento (um dos mais importantes do setor de telecomunicações do país) a Telebrasil apresentou a Carta de Brasília, com propostas do setor de telecomunicações para que o Brasil se posicione entre as 20 economias mais competitivas do mundo, até 2022.  Em função de sua importância, esta newsletter reproduz a íntegra desta carta, marcadamente em função do documento que a baliza (link abaixo indicado), e da relevância deste documento para o setor de TICs.  Ei-la:

 

"Desde a privatização dos serviços de telecomunicações, as políticas públicas para o setor enfatizaram, corretamente, a modernização e a expansão da infraestrutura de redes, com competição. As prestadoras, por sua vez, promoveram uma verdadeira revolução nas telecomunicações, investindo nos últimos 16 anos quase meio trilhão de reais, o que permitiu implantar no País uma das maiores infraestruturas de telecomunicações do mundo, essencial para o desenvolvimento do Brasil.

Estamos diante, agora, de um novo momento, em que se faz necessário intensificar o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). É isso que permitirá ao Brasil ter um ganho significativo na qualidade dos serviços públicos, melhorar sua competitividade, com uma economia mais inovadora e a inclusão de um número cada vez maior de brasileiros.

Nesse sentido, a Telebrasil está propondo 30 iniciativas, organizadas em cinco eixos estratégicos e detalhadas no documento "Projeto Brasil Digital Inovador e Competitivo 2015-2022", como contribuição aos atuais e futuros formuladores de políticas públicas e reguladores do setor.

São ações que, somando esforços do setor privado e do poder público, podem fazer com o que o Brasil salte da atual 57ª posição no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial para a 30ª colocação, já em 2018, e esteja, até 2022, entre as 20 economias mais produtivas e competitivas do mundo. E para isso, é fundamental:
 1) Expandir serviços e aplicações de soluções completas com TICs que promovam o desenvolvimento econômico sustentável com bem-estar social, em linha com as demandas da sociedade (registros públicos, saneamento, gestão ambiental, saúde, educação, previdência e assistência social, mobilidade urbana, segurança pública e valorização do patrimônio cultural);

2) Promover condições para o uso pleno, pela sociedade, da infraestrutura de telecomunicações renovada continuamente com a otimização da aplicação de recursos públicos e privados;

3) Criar um ambiente institucional representativo, que incentive investimentos, com políticas públicas efetivas, segurança jurídica, intensificação do uso de PPPs, desburocratização de processos e políticas industriais que motivem a utilização de TICs;

4) Incentivar a formação e a capacitação profissional para as TICs, qualificando o capital humano de forma contínua; e

5) Estimular a inovação e o empreendedorismo, o investimento em P&D&I, assim como soluções de segurança de redes e de garantia da privacidade, a oferta de plataformas para Internet das Coisas e de soluções com TICs.

O caminho que se desenha para o Brasil Digital Inovador e Competitivo é promissor. Temos confiança na nossa capacidade de responder a políticas adequadas e que permitam um ambiente sustentável à prestação dos serviços e ao investimento, estimulando a inovação, beneficiando o desenvolvimento econômico, ampliando a produtividade e promovendo uma efetiva inclusão social.

Brasília, 10 de setembro de 2014.”

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre as propostas relacionadas ao incremento do uso de TICs nas telecomunicações, fique a vontade para nos contatar!

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