Connected Smart Cities

10 16O editor desta newsletter foi convidado para dar uma palestra no evento intitulado “Connected Smart Cities”, cuja edição Nordeste será realizada no Recife no dia 28/04/2016.  A iniciativa, organizada pela empresa Sator, buscaenvolver empresas, entidades e governos em um evento que tem por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades.

Nossa participação se dará no painel “Economia”, que está sendo apresentado na página do evento da seguinte maneira:

Os indicadores econômicos relacionados ao eixo temático "ECONOMIA" que precisam ser observados para o desenvolvimento das cidades no Nordeste e estão diretamente relacionadas as questões urbanas, de segurança e educação discutidos neste evento. Como melhorar o desenvolvimento econômico das cidades nordestinas?

Indicadores observados e/ou norteadores da discussão:
• Empregabilidade
• Diversidade econômica
• PIB
• Mão de obra qualificada
.”

Como temos poucos minutos de apresentação, nossa pretensão é, inicialmente, partir da indicação de como o “desenvolvimento econômico das cidades” deve ser encarado.  Assim como temos tratado em outros domínios, o desenvolvimento econômico das cidades deve ser visto como um problema complexo, que, para ser enfrentado, requer uma gestão extraordinária que busque se distanciar do tratamento de uma questão complicada, mas também longe de ser encarada como caótica.

O segundo passo é tentar resgatar brevemente o passado do desenvolvimento econômico para “criar o futuro”.  Diferentemente de algumas economias do mundo que já estão sendo consideradas como “preparadas para o futuro”, o desenvolvimento econômico das cidades de países considerados emergentes (como o Brasil) ainda não conseguiu reduzir as tradicionais fricções econômicas para os negócios, como tempo, distância, acesso a capital e informação.  Isso é facilmente percebido quando se observa a posição relativa do nosso país nos vários indicadores têm sido estabelecidos no mundo para caracterizar o avanço das economias e das sociedades, dentre os quais destacamos: o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH (das Nações Unidas); o Índice de Competitividade Global (do Fórum Econômico Mundial); Indicadores de Governança Global (do Banco Mundial); Índice de Inovação Global (da Organização Mundial de Propriedade Intelectual); e o Índice de Progresso Social (da organização denominada “Imperativo do Progresso Social”).

Um terceiro passo é observar que no momento em que já se fala sobre a convivência com a 4ª (Quarta) Revolução Industrial, o Brasil ainda convive com os problemas não resolvidos das que lhe antecederam.  A 1ª Revolução Industrial usou a água e o engenho a vapor para mecanizar a produção.  A 2ª usou a energia elétrica para criar a produção em massa. A 3ª usou a eletrônica e a tecnologia e informação para automatizar a produção. Agora, a propalada (marcadamente pelo Fórum Econômico Mundial) 4ª Revolução Industrial está sendo construída a partir da 3ª, e ela é caracterizada pela fusão de tecnologias e modelos que estão tornando tênues as linhas entre as esferas física, digital e biológica.

Para que se evidencie isto, basta olhar a cidade do Recife (Capital de Pernambuco), que conta com um parque tecnológico da 3ª Revolução Industrial (como é o nosso Porto Digital), mas ainda convivemos com uma oferta instável e insegura de energia elétrica, um tratamento inadequado das águas servidas no bairro deste parque, além das tradicionais fricções econômicas de tempo, distância, acesso à capital e informação já citadas.

No entanto, como já acertamos, de alguma forma, com a criação do Porto Digital, cremos que temos grandes chances de acertar na chamada 4ª Revolução Industrial, tendo um foco nas pessoas e no ambiente adequado para essas pessoas. Um ambiente onde essas pessoas saibam com quem vão trabalhar e com o quê vão trabalhar (e não necessariamente para quem vão trabalhar), e, finalmente, tenham prazer de estar neste ambiente. Estes são os fundamentos básicos do desenvolvimento econômico desejável das cidades no futuro!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre Smart Cities, fique a vontade para nos contatar!

 

banner

Creativante 2017 - Todos os direitos reservados