Facebook: a plataforma online que não para de crescer

24 16Mat Rosoff, articulista do Business Insider, publicou um post no dia 27/07/2016 com um título interessante: “Facebook desprovou uma das leis dos negócios ao longo do último ano”.  Segundo ele, a maioria dos negócios roda a partir da lei dos grandes números. Isto é, quanto mais você cresce, mais difícil fica mostrar o mesmo percentual de crescimento ano após ano. 

Mas Facebook, até o presente momento, tem se mostrado como uma exceção.  Rosoff faz sua argumentação a partir da Figura 1 à frente, com dados trimestrais de receitas (barras) e crescimento trimestral anualizado das receitas (a linha) desde o IPO (Initial Public Offering – oferta pública inicial de ações) da empresa no segundo trimestre de 2012.

Quando Facebook foi a público estava crescendo entre 30% e 40% por ano.  Esta taxa de crescimento acelerou até o começo de 2014, quando atingiu o pico em torno de 70%, e depois começou a cair.  Isto é o que seria esperado da maioria das companhias gerando US$ 10 bilhões por ano em receitas.

Mas, como a Figura 1 mostra, em torno de um ano atrás, o crescimento do Facebook começou a acelerar novamente.  No segundo trimestre suas receitas cresceram 59% - a maior taxa de crescimento desde o terceiro trimestre de 2014.  Segundo Rosoff, a empresa foi capaz de fazer isso devido, em parte, a uma mudança histórica, rara, de plataforma – neste caso, do uso da plataforma Internet desktop para a plataforma móvel.  Neste trimestre, 84% das receitas de propaganda do Facebook advêm das plataformas móveis.  Um ano atrás, era 76%.  Quando foi a público quatro anos atrás, Facebook não tinha qualquer negócio de propaganda móvel.

Rosoff aponta que a empresa executou bem a transição, otimizando seu produto para gerar o rendimento mostrado a partir da propaganda. Ele assinala, no entanto, que isso é mais difícil do que parece – afinal, “jogue muita propaganda na frente dos usuários e eles sumirão”!

De fato, assinala Rosoff, aquela mudança deve ter alcançado seu pico: a empresa advertiu em resultados do segundo trimestre deste ano que as receitas de propaganda devem ter começado a desacelerar novamente, simplesmente porque a empresa não pode carregar mais propaganda no News Feeds das pessoas.

Este é um exemplo extraordinário da dinâmica recente das chamadas plataformas online.  Facebook começou como uma rede social (com conexões peer-to-peer), depois se transformou numa plataforma (com desenvolvedores), e, finalmente, passou a ter os elementos de um marketplace (usuários, propagandistas, artigos instantâneos, etc.).  Como uma plataforma online de sucesso, Facebook foi bastante hábil no domínio de um dos pilares deste novo modelo de negócio: os efeitos de rede

Os efeitos de rede (de forma simplificada, significa que quanto mais pessoas se conectam a uma rede, mais valiosa esta rede é para cada pessoa que faz parte dela) podem ser diretos ou indiretos.  Os efeitos de rede diretos constituem o que é hoje conhecido como economias de escala do lado da demanda, e os efeitos de rede indiretos constituem as economias de escopo do lado da demanda.  Esses efeitos de rede são o componente fundamental para a estrutura e a dinâmica das plataformas online, e compreender as lógicas articuladas das suas dimensões de engenharia e de negócios é crucial para o sucesso dessas plataformas!

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