Oportunidades de Negócios para Startups no Setor de Energia Elétrica

02 17Depois de dois anos de recessão econômica, 2017 é o ano da virada!  Precisamos retomar urgentemente o crescimento econômico para garantir o bem estar social que o país tanto necessita. Mas para isso, precisamos “turbinar” os motores do crescimento.  Existem os velhos e os novos motores, mas também existem os velhos com novos perfis. Um desses é o setor de infraestrutura, e dentro dele o setor de energia elétrica é crucial por ser um segmento econômico que é horizontal a todos os outros da economia.

Uma variedade de fatores está guiando a transição, mundo afora, dos sistemas de suprimento de energia do futuro com marcantes e diferentes desafios, tarefas, gestões, coordenações, mix de recursos e modelos de mercados, a saber:

- Políticas internacionais e nacionais que encorajem a baixa geração de carbono (descarbonização), o uso de fontes renováveis de recursos (FRR), e o uso mais eficiente de energia;

- Integração das FRRs e geração distribuída (GD) através de redes;

- Aumento da participação dos consumidores e, portanto, novas necessidades especialmente para as redes de distribuição;

- Progresso em tecnologia, incluindo o uso de tecnologias de informação e comunicação – TICs;

- Necessidade de equalização da origem dos recursos para renovação de ativos (“quem paga a conta”);

- Necessidade de lidar com congestionamentos nas redes;

- Evolução nos desenhos de mercados e mecanismos regulatórios para gerenciar a transformação em uma maneira equitativa e custo-efetiva;

- Rigor ambiental e sustentabilidade da nova e da existente infraestrutura; e,

- A necessidade de enfrentar o grande número de pessoas sem qualquer acesso à eletricidade no mundo.

Esses fatores sugerem que dois modelos para o desenvolvimento de redes nos anos 2020, e além (até 2040), são possíveis, e não necessariamente exclusivos:

i) Uma crescente importância das grandes redes para transmissão capazes de interconectar regiões de carga e grandes recursos de geração renováveis descentralizados, incluindo offshore, bem como para ofertar mais interconexões entre vários países e mercados de energia;

ii) A emergência de clusters de pequenas, e largamente autocontidas redes de distribuição, que incluem geração local descentralizada, armazenamento de energia e participação ativa de consumidores inteligentemente gerenciada, de modo que elas sejam operadas como redes ativas ofertando suporte local ativo e reativo.

A evolução do setor no Brasil com esses modelos depende de algumas questões técnicas, econômicas e regulatórias. O importante aqui é ter em mente que o setor de energia é competentemente estruturado, e está se preparando para “energizar” o crescimento econômico que tanto necessitamos! Neste sentido, oportunidades para novos negócios de startups neste segmento econômico estão se abrindo, e elas podem contribuir enormemente para esse crescimento!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre oportunidades de negócios no setor elétrico, fique a vontade para nos contatar!

 

PS: Este artigo não seria possível sem o uso de documento recente do CIGRÉ- Conseil International des Grands Réseaux Electriques.

 

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