Artificial Intelligence or Augmented Intelligence (Inteligência Artificial ou Inteligência Aumentada)?

12 17Desde que algumas celebridades internacionais, tais como o físico Stephen Hawking (aqui e aqui), e os empresários Elon Musk (aqui) e Bill Gates (aqui), manifestaram suas preocupações com os avanços da Artificial Intelligence – AI (Inteligência Artificial), a White House - Casa Branca (nos EUA) propôs um Request for Information – RFI (Demanda por Informação) em 2016 solicitando comentários e feedback sobre o papel da AI para as necessidades presentes e futuras da economia.  O relatório do Governo Obama pode ser encontrado aqui.

Apesar deste relatório tratar de um amplo universo de implicações do avanço da AI na economia, e das políticas que poderiam ser estabelecidas a seu respeito, o relatório não trata sobre uma antiga divisão entre dois campos de ação da comunidade de pesquisa em Ciência da Computação, a saber, Artificial Intelligence - AI (Inteligência Artificial - IA) de um lado, e Augmented Intelligence - AI (Inteligência Aumentada - IA), também denominada Intelligence AugmentationIA, no outro lado. Essa divisão é central para o entendimento da promessa e da direção da inteligência artificial hoje.

Como é apontado logo a seguir, estamos diante de dois enfoques distintos que rendem diferentes resultados.  Artificial Intelligence – AI é a ideia de um sistema computacional que, ao reproduzir a cognição humana, permite que aquele sistema funcione autônoma e efetivamente em um dado domínio.  Um sistema de AI demonstra uma categoria de intencionalidade – ele inicia ações em seu ambiente e persegue metas.

A Intelligence Augmentation – IA, por outro lado, é a ideia de um sistema computacional que suplementa e dá suporte ao pensamento humano, à análise, e ao planejamento, deixando a intencionalidade do ator humano no coração da interação homem-computador.  Por conta do fato de que a intelligence augmentation focaliza na interação de humanos e computadores, mais do que em computadores sozinhos, ela é também referida como Human-Computer Interaction – HCI.

Como apontado por Monty Guild, o programa de pesquisa e as metas da AI foram originalmente estabelecidos por matemáticos e engenheiros. Não é surpresa, então, que eles começaram de uma definição muito particular de “inteligência”.  Inteligência para eles era algo que podia ser modelado matematicamente – em sua visão, o cérebro é simplesmente uma máquina de processar informação. O problema de modelar cognição humana é, para eles, somente uma questão de criar um sistema simbólico rico o suficiente, e um conjunto de regras bom o suficiente para manipular aqueles símbolos (eles também jogaram alguns elementos aleatórios e alguns critérios amplamente aceitos para tentar fazer o sistema mais flexível).

A corrente de pesquisadores de IA ou HCI, no entanto, pensa diferentemente.  Talvez alguns aspectos do pensamento humano sejam parecidos com a máquina, pensam eles; mas olhando cuidadosamente, eles encontraram muitas indicações de que a inteligência humana não se comporta no modo metódico e de força-bruta que um computador funciona através de problemas.  Eles duvidaram que o pensamento humano pudesse realmente ser resumido a algoritmos explícitos, ou que poderes críticos do pensamento humano, tais como intuição, interpretação de contexto, ou tolerância de ambiguidade, funcionassem de fato na forma de um algoritmo.  Eles também viram muitos aspectos da inteligência humana que derivam de nossa experiência perceptual e não racionalmente corporificada.  Eles se tornaram crescentemente suspeitosos de que os pesquisadores de AI não estivessem modelando os computadores na mente humana, mas que eles estivessem modelando a mente humana nos seus computadores.

A pergunta que não quer calar é a seguinte. Se estes dois campos são realmente distintos, e remetem a diferentes estratégias de negócios, quais seriam então os enfoques dos atuais grandes players da indústria mundial de TICs, tais como IBM, Google, e Microsoft, por exemplo? A IBM, a título de informação, em resposta ao RPI do Governo Obama (acima descrito), declarou (aqui) sua ênfase em Augmented Intelligence no seu enfoque de AI.

Eis aqui um tema que ainda vai dar muito o quê falar!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre Artificial Intelligence ou Intelligence Augmentation, fique a vontade para nos contatar!

 

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