Efficiency, Finance, and Varieties of Industrial Policy: Guiding Resources, Learning, and Technology for Sustained Growth

22 17O título acima (em português é “Eficiência, Finanças, e Variedades de Política Industrial: Guiando Recursos, Aprendizado, e Tecnologia para Crescimento Sustentado”) é o título de um interessante livro lançado no final do ano passado pela Columbia University Press, e organizado pelos economistas Akbar Noman e Joseph Stiglitz (sendo este último Prêmio Nobel de Economia).

 O livro é uma tentativa de resgate do papel da política industrial no crescimento econômico.  A política industrial, certa vez relegada a uma questão de alocação de recursos, e de melhorias tecnológicas, deveria ser tratada, segundo os autores do livro, como um sério componente da sustentabilidade e da economia do desenvolvimento. 

Um rico conjunto de instituições complementares, de normas comportamentais compartilhadas, e de políticas públicas, sustentou o crescimento econômico da revolução industrial na Grã Bretanha em diante.   O livro revisita o papel da política industrial no sucesso dessas estratégias, e o que ela pode oferecer às economias desenvolvidas em desenvolvimento de hoje.

Apresentando ensaios de especialistas ligados à expansão de políticas industriais, o livro discute tópicos que incluem os mais efetivos usos de políticas industriais nas economias de aprendizado (conceito que ficou mais popularizado a partir do livro do Prof. Stiglitz intitulado “Creating a Learning SocietyCreating a Learning Society”), financiamento do desenvolvimento, e promoção do investimento em contextos regional e global.

Além de um artigo introdutório, intitulado “Políticas de Aprendizado, Industrial e Tecnológica: Um Panorama” (de Akbar Noman e Joseph Stiglitz), o livro contém três partes. A Parte 1, intitulada “Alicerces Teórico e Conceitual” contém dois artigos (Políticas Industriais em Economias de Aprendizado, e Eficiência Dinâmica: Dinâmica Estrutural e Economia do Crescimento em Países em Desenvolvimento). A Parte II, intitulada “Financiamento do Desenvolvimento”, é composta de quatro artigos: a) Incerteza, Investimento, e Financiamento: O Papel Estratégico dos Bancos Nacionais de Desenvolvimento; b) Os Papeis dos Bancos de Desenvolvimento: Como Eles Podem Promover Investimento na Europa e Globalmente; c) Dentro da Caixa Preta da Instituição de Política Industrial do Japão; e, d) Bancos de Desenvolvimento e Financiamento Industrial: A Experiência Indiana e Suas Lições.

Já na Parte 3, intitulada “Prática e Propostas”, podem ser encontrados seis artigos, a saber: a) Política Industrial Revisitada: Uma Nova Perspectiva de Economia Estrutural; b) Variedade de Política Industrial: Modelos, Pacotes, e Ciclos de Transformação; c) Estratégias Industriais: Em Direção a uma Sociedade de Aprendizado para Qualidade no Crescimento; d) A Tecnologia Pode Fazer os Recursos Naturais Serem uma Plataforma para Industrialização? Identificando uma Nova Oportunidade Para a América latina (e Outros Países Ricos em Recursos); e) Desenvolvimento Manufatureiro: O Papel da Vantagem Comparativa, Crescimento da Produtividade, e Condições Específicas de Países; f) A Manufatura Co-localiza com Serviços Intermediários: Analisando o Banco de Dados Mundial de Input-Output.

Gostaríamos de chamar uma especial atenção para o artigo “A Tecnologia Pode Fazer os Recursos Naturais Serem uma Plataforma para Industrialização? Identificando uma Nova Oportunidade Para a América latina (e Outros Países Ricos em Recursos)”, da Parte 3 do livro, e que foi desenvolvido pela Professora Carlota Perez, especialista venezuelana de projeção internacional nas áreas de políticas de ciência, tecnologia e inovação. 

Pelo próprio título do artigo, é possível perceber que seu argumento tem muito a ver com o Brasil, um país riquíssimo em recursos naturais, e que está assistindo sua indústria perder posição relativa na composição do produto interno bruto – PIB.  No entanto, em função da exiguidade de espaço, deixaremos para discutir a proposta da Perez em outra oportunidade!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre políticas industriais no século 21, fique a vontade para nos contatar!

 

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