Se os robôs são o futuro do trabalho, onde os humanos se encaixam?

31 17Este título foi o mesmo de um post publicado pela colunista Zoe William, do jornal britânico The Guardian, em 24/05/2016.  A síntese deste post é que nós precisamos repensar nossa visão sobre empregos e lazer – e rapidamente, se nós vamos evitar que nos tornemos obsoletos.  Mas o mais interessante do post é a citação de dois livros impactantes sobre a temática.

O primeiro livro é The Age of Em: Work, Love, And Life When Robôs Rule The Earth (A Era do Em: Trabalho, Amor, e Vida Quando Robôs Governarem a Terra), de Robin Hanson, Professor de Economia da George Mason University. Para começar Em é a contração de “brain emulations”, ou seja, Hanson trata das implicações sociais de um futuro onde mentes sejam “uploaded” (carregadas) em computadores.

Os robôs podem um dia governar o mundo, mas o que seria uma Terra governada por robôs?  Muitos pensam que os primeiros robôs realmente inteligentes serão “brain emulations” ou em. Escaneie um cérebro humano, daí rode um modelo com as mesmas conexões em um computador rápido, e você terá um cérebro robótico, mas reconhecidamente humano. Treine um em para fazer algum trabalho e copie-o um milhão de vezes: um exército de trabalhadores estará à disposição.  Quando eles puderem ser feitos de forma barata, algo como um século, os sem irão substituir os humanos na maioria dos trabalhos.  Nesta nova era, a economia mundial pode dobrar em tamanho em poucas semanas. 

Alguns dizem que nós não podemos saber o futuro, especialmente seguindo tal nova e disruptiva tecnologia, mas o Prof. Hanson se mobilizou para provar que eles estão errados.  Aplicando décadas de expertise em Física, Ciência da Computação e Economia, ele usa teorias tradicionais para pintar um quadro detalhado de um mundo dominado por ems. Enquanto as vidas humanas não mudam muito na era dos sem, as vidas dos ems são diferentes das nossas, tal como as nossas são diferentes daquelas dos nossos ancestrais forrageiros e fazendeiros. Os ems nos fazem questionar suposições comuns de progresso moral, porque eles rejeitam muitos dos nossos valores. Este livro mostra quão estranhos nossos descendentes podem ser, apesar dos ems não serem mais estranhos do que nós poderíamos parecer para nossos ancestrais.  Para a maioria dos ems, parece bom ser um em.

O segundo livro é o “Homo Deus: A Brief History of Tomorrow” (Deus Homem: Uma Breve História do Amanhã), de Yuval Noah Harari, autor do bestseller “Sapiens: A Brief History of Humankind” (Sapiens: Uma Breve História da Humanidade). Em Homo Deus, Harari visualiza um mundo não tão distante em que nós enfrentaremos um novo conjunto de desafios.

Homo Deus explora os projetos, sonhos e pesadelos que irão conformar o século 21 – de vencer a morte até criar vida artificial.  Ele pergunta as questões fundamentais: Aonde nós vamos a partir daqui? E como nós protegeremos este mundo frágil dos nossos próprios poderes destrutivos? Este é o próximo estágio da evolução. 

Neste livro Harari visualiza que os robôs com inteligência artificial serão os primeiros a conquistarem dominação global.  Neste futuro, ausente de empatia, os robôs não teriam afeição sentimental por nós como seus progenitores.  Ele prevê a emergência da useless class (classe sem uso/utilidade): humanos que não sabem o que estudar, porque eles não têm ideia que habilidades serão necessárias na hora que terminarem suas formações, que não trabalharão porque haverá sempre um robô melhor e mais barato, e gastam seu tempo em drogas e plugados em telas.

Eis aí um tema quente, contemporâneo, já bem presente em alguns importantes debates sobre o futuro do trabalho no mundo desenvolvido, e que agora chega ao Brasil num evento organizado pelo C.E.S.A.R., que será realizado em São Paulo no dia 21/09/2017. Trata-se do Acontece Indústria, que tratará sobre o “futuro do trabalho”.  Seja bem vindo!

Se sua empresa, organização ou instituição, deseja saber mais sobre o futuro do trabalho, fique a vontade para nos contatar!

 

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