2018 será melhor que 2017!

01 18Em dezembro de 2016 defendemos que 2017 seria melhor que 2016 (ver: http://bit.ly/2A8RsSx). O argumento era o de que apesar de estarmos no limiar do surgimento de uma nova era de invenções e inovações, existe um hiato entre o desenvolvimento de novas tecnologias da nova era e o tempo quando os benefícios derivados se apresentam nas estatísticas. Esses benefícios estão se materializando em algumas partes do planeta, mas aos poucos vão chegando ao Brasil.

O fenômeno que está irradiando esses benefícios é o da mudança na natureza da globalização.  De acordo com dados do McKinsey Global Institute, graças aos fluxos de bens, serviços, dados e pessoas, o PIB mundial é mais de 10% maior - algo como US$ 7,9 trilhões, somente em 2014 - do que seria se as economias tivessem permanecido fechadas. No entanto, desde a crise financeira global, os fluxos de capital trans-fronteiras têm declinado.  De 1990 a 2007, o comércio global cresceu duas vezes tão rápido quanto o PIB global; desde 2010, o crescimento do PIB global ultrapassou o do comércio.

O que tem ocorrido na realidade é que a globalização se tornou digital.  O volume de fluxos de dados trans-fronteiras aumentou 45 vezes desde 2005, e espera-se que cresça mais nove vezes ao longo dos próximos cinco anos.  Essa nova forma de globalização digital é mais intensiva em conhecimento do que intensiva em capital ou trabalho.  

Mas para usufruir dos benefícios desta globalização digital, nossa economia (e marcadamente nossas empresas) tem que abraçar o que hoje se denomina por “Transformação Digital”, ou seja, o aproveitamento das novas tecnologias digitais para transformar a experiência de uso dos usuários, seus processos operacionais, e seus modelos de negócios (*).

No entanto, o principal desafio dos processos de transformação digital no mundo tem sido reconhecer que essa transformação não é uma questão técnica, ela é uma mudança cultural. Sendo assim, a mudança cultural é um pré-requisito de transformação digital.

Nos últimos anos o Brasil foi capaz de desenvolver no seu território um dos dez maiores mercados do mundo em tecnologias de informação e comunicação – TICs.  Não fomos capazes ainda de agregar competitividade ao restante da economia (por uma série de fatores), mas fomos hábeis em criar ecossistemas de inovação (como o Porto Digital em Pernambuco) que serão fundamentais para gerar, e apropriar, os benefícios da nova globalização digital, que hoje se tornou um imperativo do desenvolvimento.

Desta forma, podemos defender que apesar de ainda não serem amplamente sentidos pela maioria da população, os benefícios derivados do desenvolvimento de novas tecnologias da nova era já se apresentam nas estatísticas internacionais, e aos poucos (ano a ano) estão começando a se mostrar nas nossas estatísticas.

Em resumo, 2017 foi melhor que 2016, mas certamente 2018 será melhor que 2017!

Se sua empresa, organização ou instituição tem interesse em saber mais sobre os progressos da Transformação Digital, fique a vontade para nos contatar!

 

(*) O Prof. Silvio Meira, Professor Emérito da UFPE, caracteriza a Transformação Digital como “a destruição criativa, em rede, dos modelos de negócios [tradicionais] provocada pela maturidade das plataformas digitais”.

 

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