Facebook está sob ataque! Isso importa do ponto de vista econômico-financeiro?

03 18A página frontal da edição de março deste ano da revista Wired trata do Facebook. A matéria faz uma dissecação do gigante da mídia digital e sobre o caos que forjou na indústria de notícias nos últimos dois anos.

A matéria principal mostra como executivos do Facebook repetidamente falharam em entender como alguns delinquentes e operadores russos estiveram usando de forma errada a plataforma do Facebook.  Simultaneamente, Facebook se mostrou inábil ou sem desejo de ver os efeitos perniciosos que estava tendo nos negócios de notícias.

A questão que queremos colocar nesta newsletter não é sobre se o CEO do Facebook (Mark Zuckerberg) errou ou não; mas sim se esses dois complicados recentes anos afetaram a performance econômico-financeira deste gigante digital. E para tanto nos baseamos na análise feita por Oleh Kombaiev para o site Seeking Alpha.

Segundo Kombaiev a análise do valor de mercado do Facebook baseada a partir dos resultados do último trimestre de 2017 confirma o potencial de mais crescimento.  E ele faz tal afirmação a partir da análise da tendência de longo-prazo do preço da ação do Facebook, o que permite assumir algumas conclusões.

Primeiramente, é valioso notar que a história completa da ação do Facebook é bem descrita pela tendência exponencial (a qual aparece como uma linha reta no gráfico com um eixo y na escala logarítmica da Figura 1 à frente). Olhando Facebook por esta perspectiva, é importante notar duas nuances. 

Primeiramente, em fevereiro o preço real das ações do Facebook desviou da tendência de longo prazo por mais de um desvio padrão. Isso, à primeira vista, indica que Facebook está subavaliada. No entanto, se considerarmos a história dos desvios do preço para a tendência, ver-se-á que, começando em 2016, a taxa de crescimento do preço da ação tem gradualmente ficado abaixo de taxa de crescimento da tendência.

Daí Kombaiev se pergunta: O que é isso? É uma subestimação crônica do preço do Facebook ou um sinal da diminuição do ritmo de crescimento da capitalização da companhia? Para responder tal questão Kombaiev se utilizou da análise de múltiplos, comparando os múltiplos dos competidores com os do Facebook, e depois com múltiplos um amplo leque de empresas.  Olhando deste ângulo, mais uma vez Kombaiev reafirma que Facebook está subavaliada.

Adicionalmente, Kombaiev observou como o crescimento dos indicadores financeiros do Facebook se relacionam com o nível presente dos seus múltiplos. E, finalmente, ele observou os dados de receitas do Facebook. Como conclusão, a partir dos resultados dessas breves observações, ele reafirma que o mercado está subestimando Facebook.  Como indicativo futuro, ele aponta que em breve fará um update do seu Modelo de Fluxo de Caixa Descontado do Facebook como forma de poder dizer mais sobre esta companhia.

Não é preciso ser um analista econômico-financeiro para observar que o mercado reagiu à forma como Facebook tem se comportado diante das críticas que vem recebendo, como assinalado no início desta newsletter. O esforço de Kombaiev é válido no sentido de esclarecer que os fundamentos da companhia ainda estão sólidos; no entanto, como o próprio analista comprova, o mercado está sinalizando algo (a partir do atual preço da ação da companhia) que merece ser tratado com muito mais cuidado!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre o comportamento econômico-financeiro de empresas, não hesite em nos contatar!

 

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