A Empresa do Futuro

07 18Em abril do ano passado a empresa de consultoria de gestão global norte-americana Bain & Company publicou uma oportuna matéria acerca da empresa do futuro. Segundo seus autores (James Allen, James Root e Andrew Schwedel) no mundo da empresa algo está mudando. Não é que a sua livraria local faliu. Ou que seu motorista de táxi agora ranqueia você em 5 pontos na escala. Ou que qualquer coisa pode ser terceirizada, permitindo que mesmo as menores empresas possam alugar capacidades sob demanda. É algo mais profundo do que isso.

O prevalente paradigma que tem apoiado os negócios pelos últimos 50 anos está sob revisão. A mais simples versão daquele paradigma é que as empresas existem primordialmente para distribuir retornos aos seus acionistas – e quanto mais cedo distribuir, melhor. Os autores descrevem no trabalho os desafios que esse paradigma enfrenta. Mas a primeira questão que eles se perguntaram, à medida que eles observavam as mudanças, eram: tal mudança é não usual? Em outras palavras, a ideia da empresa tem sido constante ao longo do tempo, ou ela mudou antes?

O que os autores revelam é que o que eles aprenderam ao olhar para trás foi que, similarmente a outros empreendimentos, a ideia do negócio evoluiu devagar, mas profundamente, através de uma série do que nós podemos ver como eras definidas: períodos quando estratégias particulares, formas corporativas e estilos de gestão se tornaram a norma dominante. Eles observaram cinco eras distintas desde a revolução industrial: a) a era dos aprendizes de escala (de 1790 a 1830); b) a era dos primeiros industrialistas (de 1830 a 1870); c) a era dos trustes (de 1870 a 1920); d) a era da administração profissional (1920 a 1970); e, e) a era da primazia dos acionistas (de 1970 até o momento).

Hoje, a era da primazia dos acionistas está sob pressão de múltiplas fontes. Tecnologias, mercados e expectativas dos consumidores estão todos mudando rapidamente. E o que os autores apontam sobre o que é diferente sobre a empresa do futuro? Eles apontam, a partir da experiência com clientes em muitas indústrias ao redor do mundo, para cinco temas emergentes para times de liderança: escala e intimidade com consumidores; gestores profissionais versus papéis em missões críticas; ativos versus ecossistemas; o capital é reconfigurado; e o enfoque Engenho 1, Engenho 2.

Em cada área os autores veem muitos exemplos de mudanças hoje, mas eles os enxergam como brotos verdes comparados com o que pode vir à frente. No primeiro tema, os autores apontam que a empresa do futuro não mais precisará escolher entre escala e intimidade, graças à tecnologia (ver figura 1 à frente). No segundo tema, a empresa do futuro necessitará identificar papéis de missão crítica e alocar as melhores pessoas para preenchê-los (figura 2 à frente). Para o terceiro tema, a companhias plataformas baseadas em tecnologia ganharão grande valor a partir de pequenas bases de empregados e ativos (figura 3). No quarto tema, novos modelos de propriedade e investimento estão evolvendo para melhor emparelhar os horizontes de tempo da empresa com as necessidades de risco do investidor (figura 4). Finalmente, no tema cinco a empresa do futuro irá gerenciar dois tipos de negócios – “Engenho 1” do seu core (negócio principal) e “Engenho 2” dos seus negócios mais inovadores (figura 5).

Esse é um material que merece ser lido (em sua inteireza) por todo profissional que se preocupa com empresas, seja ele um economista/analista, um gestor, ou um profissional ligado às tecnologias de informação e comunicação (que hoje têm um papel crítico em qualquer empresa voltada para o futuro). É uma boa síntese (a partir do conjunto de informações mais relevantes que os autores puderam colher hoje) do que está por vir e que afetará enormemente as empresas.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre a empresa do futuro, fique à vontade para nos contatar!

 

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