Fluxos Globais na Era Digital

18 18Em abril de 2014 o McKinsey Global Institute – MGI publicou um oportuno relatório intitulado “Global flows in a digital age: How trade, finance, people, and data connect the world economy”, assinado por James Manyika Jacques Bughin Susan Lund Olivia Nottebohm David Poulter Sebastian Jauch Sree Ramaswamy.

O relatório examinava os influxos e outfluxos de bens, serviços, finanças, e pessoas, bem como fluxos de dados e comunicações subjacentes a eles todos, para 195 países mundo afora. A pesquisa observou que tais fluxos importavam para o crescimento do PIB. Naquele ano da publicação, estimava o relatório, aqueles fluxos adicionavam entre US$ 250 a 450 bilhões ao PIB a cada ano, ou de 15 a 25% do total. Em adição, encontrou-se que países com um número maior de conexões na rede global de fluxos aumentam o crescimento dos seus PIBs algo como até 40 por cento mais do que os países menos conectados fazem.

Além disso, o relatório apresentava seu novo MGI´s Connectedness Index estabelecendo um ranking de 131 países em fluxos totais de bens, serviços, finanças, pessoas, e dados e comunicações, ajustando pelo tamanho do país. O índice mostrava que as economias desenvolvidas permaneciam mais conectadas que as emergentes: a Alemanha estava no topo da lista, seguida por Hong Kong e os Estados Unidos. Economias emergentes estavam menos conectadas aos fluxos globais, mas algumas estavam subindo no ranking rapidamente: Marrocos e Mauritius ganharam 26 lugares e 28 lugares, respectivamente, entre 1995 e 2012 – os maiores aumentos no índice. A Arábia Saudita subiu 19 lugares, refletindo o crescente valor das exportações de petróleo e a reciclagem da riqueza do petróleo em mercados financeiros globais. Índia ganhou 16 lugares neste período, graças ao crescimento nos fluxos de serviços, e Brasil subiu 15 na força da expansão dos serviços e fluxos financeiros.

Este relatório só veio a conquistar maior projeção quando a Prof. Laura Tyson (da Haas School of Business at the University of California Berkeley) publicou um artigo intitulado “Digital Globalization and the Developing World”, em co-autoria com Susan Lund (do MGI) em março de 2016. Neste artigo a Profa. Tyson argumentava que a globalização estava entrando numa nova era, definida não somente por fluxos trans-fronteiras de bens e capital, mas também, e crescentemente, por fluxos de dados e informação. E perguntava: Será que esta mudança irá favorecer desproporcionalmente as economias avançadas, cujas indústrias estão na fronteira em empregar as tecnologias digitais em seus produtos e operações?

Neste artigo as autoras apontavam para um novo relatório da MGI, intitulado “Digital Globalization: The new Era of Global Flows”, de março de 2016. Elaborado como um avanço daquele de 2014, este novo relatório provê uma análise mais detalhada de como os fluxos globais continuam a evoluir. Ele oferece novos insights em como novas companhias e países estão participando na web de fluxos e estende a análise econométrica do MGI, aperfeiçoando os dados melhorados e empregando metodologia mais sofisticada.

Em fevereiro de 2017 as autoras publicam um novo artigo, intitulado “Adapting to the New Globalization”, argumentando que o reconhecimento dos efeitos disruptivos da globalização em milhões de trabalhadores das economias avançadas estava sendo longamente devido, mas que as novas políticas de comércio deveriam ser baseadas em um claro entendimento de como a globalização estava evoluindo, e não numa visão “de retrovisor” baseada nos últimos trinta anos.

Naquele mesmo fevereiro de 2017, as mesmas autoras publicaram o artigo “Globalization is not in retreat: it´s just gone digital”, defendendo a mudança substantiva, como o próprio título do artigo expressa, que estava ocorrendo com a globalização.

Há ainda muito a considerar nas mudanças recentes da globalização; mas um fato que está se tornando cada vez mais nítido é que ela se tornou digital, e isso tem implicações profundas para o futuro das nações. Ignorar este aspecto pode ser fatal para as nações emergentes como o Brasil!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre os fluxos globais na era digital, não hesite em nos contatar!

 

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