O que é ser uma Global City

31 18Há razões para que cidades tais como Nova York, Londres, Paris, Singapura rotineiramente atraiam as melhores companhias, os melhores talentos e muitos investimentos em dólares. Cidades influentes como estas possuem o mix certo de fatores, tais como atividades de negócios, capital humano, trocas de informação, engajamento político, e experiências culturais que ajudam organizações e pessoas a prosperarem.

Estabelecido em 2008, o relatório intitulado “A.T. Kearney´s Global Cities” foi um dos primeiros a ranquear as cidades baseadas em suas posições globais, e ele permanece altamente respeitado por sua avaliação das capacidades e do potencial da cidade. Projetada por acadêmicos e consultores de negócios, a análise é baseada em fatos e dados publicamente disponíveis. A A.T. Kearney (uma empresa americana de consultoria em gestão global que foca suas ações em questões estratégicas e operacionais que negócios, governos e instituições enfrentam no mundo), desenvolve este relatório anualmente, atualizando as informações e revendo se novas cidades atingem os critérios para inclusão.

O relatório inclui o Global Cities Index, que examina a performance da cidade, e o Global Cities Outlook, que avalia seus potenciais. Ao longo dos últimos dez anos, o relatório tem evoluído para melhor refletir os fatores que impactam o sucesso das cidades. O primeiro Global Cities Index examinou as potencialidades comparativas de 60 cidades; o mais recente compila dados de 135 diferentes áreas metropolitanas. Juntos, o Index e o Outlook representam uma ferramenta única para avaliar as mais influentes e mais atrativas cidades do mundo – e determina o que as torna o que hoje são. A informação apresentada é especialmente válida para líderes de negócios, à medida que eles avaliam novas localizações ou consideram expandir internacionalmente.

De acordo com o relatório, a metodologia das Global Cities é dividida entre o Global Cities Index (que afere o desempenho presente) e o Global Cities Outlook (que mede o potencial futuro). O primeiro mede 27 métricas ao longo de 5 dimensões:

- Atividade de negócios (30%): fluxo de capital, dinâmica de mercado, e presença de maiores companhias;

- Capital Humano (30%): níveis de educação;

- Trocas de informação (15%): acesso a informação através da Internet e outras fontes de mídia;

- Experiência cultural (15%): acesso aos maiores eventos esportivos, museus, e outras exposições;

- Engajamento político (10%): eventos políticos, think tanks, e embaixadas.

O segundo índice mede 13 indicadores ao longo de quatro dimensões:

- Bem-estar pessoal (25%): segurança, cuidados da saúde, desigualdade, e desempenho ambiental;

- Economia (25%): investimentos de longo prazo e PIB;

- Inovação (25%): empreendedorismo através de patentes, investimentos privados, e incubadoras;

- Governança (25%): proxy para estabilidade de longo-prazo através de transparência, qualidade da burocracia, e facilidade de fazer negócios.

Pelo Global Cities Index (num total de 135 cidades avaliadas no período de 2012 a 2018) as 10 top Global Cities do ranking são (em ordem descendente): Nova York, Londres, Paris, Tokyo, Hong Kong, Los Angeles, Singapura, Chicago, Beijing, e Bruxelas. Pelo Global Cities Outlook (também num total de 135 cidades avaliadas no período de 2016 a 2018) as 10 top Global Cities são (em ordem decrescente): San Francisco, Nova York, Londres, Paris, Singapura, Amsterdã, Munique, Boston, Houston, e Melbourne.

E como se posicionam as cidades brasileiras nestes rankings? No Global Cities Index as cidades brasileiras e respectivos rankings são os seguintes: São Paulo (posição 31), Rio de Janeiro (posição 56), Porto Alegre (posição 93), Belo Horizonte (posição 95), Salvador (posição 101), e Recife (posição 112). No Global Cities Outlook encontramos os seguintes resultados: Rio de Janeiro (posição 89), São Paulo (posição 93), Belo Horizonte (posição 102), Porto Alegre (posição 107), Recife (posição 110), e Salvador (posição 119).

Pelo que podemos inferir, as cidades brasileiras que aparecem nos dois rankings são apenas 6, mas as posições destas cidades nos rankings estão muito a desejar (São Paulo sendo um único destaque por estar próxima das 30 top global cities). Com relação ao Recife, constatamos as suas posições de “rabeira” nos dois rankings, o que nos leva a crer que temos um longo caminho pela frente para torná-la uma cidade destaque no cenário global.

Eis aí um grande desafio pela frente (o de tornar Recife uma Global City), que diz respeito tanto às entidades encarregadas de políticas públicas, quanto acadêmicos e entidades empresariais. Dito de outra forma, sucesso econômico, político, ambiental e cultural dependem, nos dias atuais, de uma maior inserção de nossas cidades no cenário evolvente das redes urbanas de fluxos de trocas assentadas nas cidades globais!

Se sua empresa, organização ou instituição, deseja saber mais sobre Global Cities, não hesite em nos contatar!

 

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