A Era da Analítica

33 18Em várias ocasiões nesta newsletter discutimos o tema da Analítica (em 28-03-2010, 03-04-2010, 11-04-2010, 17-04-2010, 17-02-2013, 24-02-2013, 14-03-2013, 24-11-2013, 18-05-2014, 22-03-2015, 08-04-2018), como sendo a descoberta e a comunicação de padrões, com significado, em dados, e defendemos (ver capítulo de livro internacional) que este tema, junto com os de Big Data e Cloud Computing, formam o novo “ABC” das TICs.

Em recente estudo, intitulado “Analytics comes of age”, a McKinsey & Company reafirma nossa crença de que a Analítica de Dados é um tema que veio para ficar, e que nós estamos adentrando em uma nova era (a Era da Analítica), assim como temos falado da Era dos Dados (Data is the New Oil - Dados são o Novo Petróleo).

A mensagem principal do documento se expressa da seguinte forma. Desde que o termo “inteligência artificial- IA” foi cunhado mais de meio século atrás, a IA como um campo tem experimentado um número de ciclos de expansão que terminam em desapontamentos. Ao mesmo tempo, empresas empregaram com sucesso outros tipos de analítica por trás do “big data”, um termo que ganhou as manchetes.

O frisson em torno do termo “big data” está diminuindo. Por que? Dados são hoje como o ar. Estão em toda parte. Se tornou conhecimento comum que o mundo agita uma enorme e expansiva quantidade de dados a cada dia – bilhões de gigabytes, de fato. Na indústria, todas organizações criam dados, e à medida que os custos de armazenamento caem, mais dados são mantidos e analisados para criar vantagens competitivas. Crescentemente as organizações também compartilham dados com outras companhias para realizarem novos negócios, dando lugar à emergência de ecossistemas digitais que cada vez mais diminuem as fronteiras tradicionais da indústria.

É esta explosão de dados que está ajudando a propagar a IA – particularmente machine learning- ML (aprendizado de máquina) – e seu sub-conjunto, deep learning - DL (aprendizado profundo) – de volta às manchetes. Dados em todos os lugares oferecem o lubrificante que permite que esses modelos de IA possam empoderar um crescente número de novas aplicações de negócios.

Enquanto gigantes da tecnologia são ainda os maiores investidores em IA, incumbentes também estão aumentando seus investimentos. E eles devem. ML, e crescentemente DL, estão começando a desvendar valor real ao longo de funções de negócios e na maioria das indústrias, estendendo o poder da analítica, particularmente com sólidos alicerces digitais.

Mas, no geral, à medida que a era da analítica emerge, há algumas dores crescentes. Enquanto os investimentos em analítica estão bombando, muitas companhias não estão vendo o ROI – Return on Investment (Retorno do Investimento) que elas esperavam. Elas lutam para se moverem do emprego da analítica em alguns poucos casos de uso para escalá-la ao longo da empresa, incorporando-a na cultura organizacional e na tomada de decisão diária.

Empoderar as pessoas com analítica – aí é onde ocorre a verdadeira criação de valor. E simplesmente ter os melhores dados, ou escrever o mais poderoso algorítimo, não vai fazer isso acontecer. Isso requer uma total transformação organizacional, completada com uma robusta mudança na gestão e com programas de educação analítica e de IA.

Mas essa transformação organizacional sugerida pela McKinsey não pode ocorrer de uma vez por todas. Aqui na Creativante, assim como na ONCASE, onde o editor desta newsletter é Conselheiro, nós acreditamos que abraçar os desafios da gestão dos negócios na era digital passa necessariamente pela implementação de melhorias graduais e contínuas, em forma de processos, enfrentando-os (os desafios) de maneira adaptativa para a geração de impacto real nos negócios através de uma cultura analítica (para detalhes de como a ONCASE trabalha essa filosofia, ver a newsletter de 15-04-2018).

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre Analítica, fique a vontade para nos contatar!

 

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