Ferramentas para Novos Modelos de Negócios

01 19Estamos de volta para mais um ano de acompanhamento dos caminhos da indústria de TICs no mundo. Nesta primeira newsletter de 2019, gostaríamos de apontar para novas ferramentas de projeto e implantação de Novos Modelos de Negócios. Como muitos devem saber, os Modelos de Negócios passaram a fazer parte do cardápio das iniciativas de empreendedorismo e inovação no mundo.

Modelos de Negócios representam um termo já conhecido em Administração, e, segundo Peter Drucker, são “hipóteses sobre o que uma companhia é paga para fazer”. Quem consagrou internacionalmente o termo Modelo de Negócio como “um conjunto de suposições ou hipóteses” foi Alex Osterwalder (um suíço teórico dos negócios), que desenvolveu o que é de fato o mais compreensivo template no qual se constroem aquelas hipóteses. As nove partes/caixas do seu “Business Model Canvas” (Tela de Modelo de Negócio), também chamado de “Business Model Generation-BMG” (Geração de Modelo de Negócio), são representadas na Figura 1 à frente.

Com o sucesso de sua ferramenta de design de novos modelos de negócios, Osterwalder passou a estender essa ferramenta, e criou “The Value Proposition Canvas” (Tela da Proposição de Valor) como um detalhamento da caixa de Proposição de Valor no BMG (ver Figura 2 à frente), ressaltando aquilo que determina os criadores de ganhos, as dores e os mitigadores de dores dos consumidores.

Em mais um passo para estender suas ferramentas, Osterwalder fez uma parceria com Dave Gray e divulgou “The Culture Map” (O Mapa da Cultura)(ver Figura 3 à frente), que nos ajuda a “projetar” a cultura desejada no modelo de negócio, a partir da análise dos comportamentos atuais e desejados do(s) time(s) das empresas tratadas, observando elementos capacitadores e bloqueadores tendo em vista outcomes (resultados) esperados pelos líderes dessas empresas.

Mais recentemente, Osterwalder anunciou uma nova parceria, desta feita com Stefano Mastrogiacomo, para apontar “The Team Alignment Map” (O Mapa de Alinhamento do Time) (ver Figura 4 à frente). Essa ferramenta (conforme explicitada em vídeo introdutório: ver https://www.teamalignment.co/2018/03/14/tamvideo/) se destina a começar, de forma coordenada, novos projetos em ótimas condições e a eliminar rapidamente os eventuais problemas com o(s) time(s) destinados a fazer tais projetos.

Este mapa é subdividido entre os objetivos conjuntos, os compromissos conjuntos, os recursos conjuntos, e os riscos conjuntos. Em uma determinada “roteirização”, incentiva-se inicialmente o estabelecimento dos objetivos que todos esperam atingir conjuntamente; em seguida, parte-se para a definição de quem faz o quê nos compromissos conjuntos. A próxima coluna descreve os recursos necessários para atingir os objetivos pretendidos. A última coluna (dos riscos conjuntos) procura definir aquilo que pode prevenir os times de terem sucesso. Tal “roteirização” é considerada a primeira parte do mapa, também denominada “forward pass” (ou passo para frente). A segunda parte do mapa, “backward pass” (ou passo para trás), deve ser estabelecida em função de questões não facilmente detectadas nas duas últimas colunas da primeira parte. O mapa ainda oferece integrações com outras ferramentas, tais como o BMG (mencionado acima) e o Kanban Board para monitorar o progresso no alcance dos compromissos estabelecidos.

Em resumo, o que Alex Osterwalder nos oferece é um portfólio de ferramentas bastante útil para a geração de novos modelos de negócios, e de instrumentos para implantação desses modelos, cobrindo desde a identificação das “dores” sentidas pelos consumidores (e possíveis mitigadores dessas dores), passando pela cultura desejada no(s) time(s) das empresas, e do alinhamento desse(s) time(s) visando o alcance dos objetivos pretendidos.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre ferramentas para novos Modelos de Negócios, não hesite em nos contatar!

 

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