WEB3: O que é isso?

40 19Nos últimos dois anos começamos a ouvir mais sobre Web3. Mas o que, de fato, isso significa? Segundo a Web3 Foundation, a Web3 é um amplo movimento e um inclusivo conjunto de protocolos para fazer a web e a internet mais descentralizadas, verificáveis e seguras. É a visão da internet serverless e da web descentralizada. Uma internet onde os usuários estão em controle dos seus próprios dados, de sua identidade e destino.

A Web3 é organizada em torno de um conjunto de building blocks, estruturado num organizing stack (como pode ser observado na Figura 1 à frente), e um desses building blocks é o IPFS – InterPlanetary File System, que faz com que a web funcione peer-to-peer (Figura 2 à frente). Para conhecer um pouco mais deste building block com um nome “pomposo”, valemo-nos (de forma resumida) da seguinte descrição proposta por Cléber Zavadniak.

Três conceitos podem definir o IPFS: armazenamento, resiliência e velocidade. Começando por armazenamento, e com a própria descrição do Zavadniak:

“Imagine que alguma instituição muito bondosa (e rica) resolvesse distribuir gratuitamente chaves de acesso a um bucket do S3 (que é o serviço de armazenamento da Amazon) para qualquer um que pedisse. A ideia seria termos um lugar onde qualquer pessoa comum e ordinária pudesse jogar seus arquivos, criando assim um grande espaço global, democrático e acessível facilmente por qualquer computador conectado à internet. Esse é o primeiro conceito que o IPFS abarca: um local universal para o qual você pode enviar seus arquivos e do qual você pode acessar arquivos que outras pessoas jogaram lá.”

O segundo conceito é o de resiliência, que foi assim definido:

“Agora imagine que um conjunto de cientistas com grandes óculos, jalecos brancos e cabelos meio despenteados criaram um jeito “mágico” de fazer com que qualquer computador que estivesse fazendo uso desse espaço global de armazenamento servisse também como backup para uma boa parte do que foi guardado em O Grande Bucket do S3. Dessa forma, caso a Amazon sofresse alguma “grande queda” (tornando-se indisponível), ainda assim todos acabariam tendo acesso aos arquivos, provavelmente sem sequer sentir a “outage” da Amazon.”

Finalmente, o conceito de velocidade:

“Agora imagine que esse mesmo esquema de fazer com que cada máquina fosse um backup de O Grande Bucket do S3 gerasse, “de brinde”, uma capacidade interessante: as máquinas não precisariam requisitar arquivos necessariamente para algum data center da Amazon, mas poderiam encontrar algum “vizinho próximo” que tivesse os arquivos requisitados e baixariam direto de seus vizinhos.”

Admitindo agora que esses três conceitos do IPFS estão entendidos, Zavadniak nos aponta o seguinte:

“Creio que o único grande “gotcha” nessa questão conceitual é entender como os arquivos são nomeados dentro desse “Grande Bucket do S3". Pense você: bilhões de pessoas e máquinas estarão jogando seus arquivos num mesmo “HD” global. Como diabos vamos organizar essa loucura? Vamos criar um diretório para cada pessoa, com seu nome? E como eu vou garantir que não sobrescrevam meus arquivos? Ou que os apaguem?”

Ou seja, a grande mudança conceitual no IPFS com relação a essa situação fictícia do “Grande Bucket do S3” é, segundo Zavadniak, a seguinte: ao invés de os arquivos terem nomes definidos pelos usuários do sistema, eles serão referenciados por meio de um código hash (bem grande) que é gerado a partir do conteúdo de cada arquivo.

Está complicado até agora? Não se preocupe! O próprio Zavadniak nos aponta que nossas mentes estão acostumadas com a arquitetura cliente/servidor da web tradicional, que se tornou padrão na internet. Se você, como ele (Zavadniak) é um desenvolvedor/programador, certamente acabará pensando: e como isso essa nova arquitetura muda a internet, e como isso altera o meu modo de trabalhar?

Aqui, nós da Creativante paramos o relato (em função de espaço), e indicamos que o leitor acesse o post do Zavadniak para entender um pouco mais sobre o tema, ou assista a palestra do Juan Benet, fundador da empresa Protocol Labs, e um dos líderes da Web3.

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber um pouco mais sobre Web3, fique a vontade para nos contatar!

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