Why Join a Team? (Por que se juntar a um Time?)

42 19A pergunta que dá título a esta newsletter é extremamente relevante para os dias atuais, de florescimento do empreendedorismo de base tecnológica. Muito se tem falado (aliás, o que não falta é “palco” para tratar de empreendedorismo) sobre a criação de novas empresas, em quais áreas, com quais modelos de negócios, com qual(is) produto(s), etc.

Mesmo com a profusão de iniciativas empreendedoras, o que muito pouco se trata é sobre o que faz com que um(a) jovem [difícil dizer hoje em dia qual é a faixa de idade que caracteriza um(a) jovem] se junte a um time, e venha a contribuir efetivamente para o sucesso de uma iniciativa.

Esta temática chamou a atenção de especialistas da hoje chamada “Economia Experimental” (que ganhou recente visibilidade com o Prêmio Nobel de Economia para três de seus expoentes). Em recente trabalho publicado pelo IZA Institute of Labor Economics (em Bonn, Alemanha), David J. Cooper(Florida State University and University of East Anglia School of Economics), Krista Saral(University of North Carolina at Charlotte and Webster University), eMarie Claire Villeval(Université de Lyon and IZA), com o título desta newsletter, investigaram o assunto e chegaram a algumas conclusões interessantes.

Eles conduziram experimentos explorando porque trabalhadores com grande habilidade se juntam a times com trabalhadores menos hábeis quando não há benefícios financeiros de curto prazo. Eles distinguiram duas explicações: preferências pró-sociais (ou seja, preocupações mais sociais) e ganhos financeiros de longo prazo esperados a partir do ensino dos futuros colegas de trabalho.

Segundo os autores, os participantes dos experimentos desempenharam uma tarefa de esforço real e decidiram se iriam trabalhar independentemente, ou se iriam se juntar a um time de duas pessoas. Os tratamentos variaram o esquema de pagamento (uma taxa ou compartilhamento de receita), se os componentes do time podiam se comunicar, e o papel do ensino.

Os trabalhadores mais hábeis se mostraram mais desejosos de se juntarem na ausência de compartilhamento de receita, e menos desejosos de se juntarem a times quando eles não puderam se comunicar. Quando a comunicação foi possível, a escolha dos trabalhadores de alta habilidade em se juntar a times foi guiada pelos esperados ganhos financeiros futuros a partir do ensino, mais do que alguma variedade de preferência pró-social.

Este resultado, como apontam seus autores, tem importantes implicações para o papel da “adverse selection” (seleção adversa) (*) na determinação da produtividade de times. Ou seja, os autores encontraram pouca evidência de que preferências pró-sociais motivam participantes de alta habilidade a se juntarem a times. Mais que isso, aqueles participantes estão desejosos em se juntar a times quando eles veem os ganhos financeiros de longo prazo, por treinarem seus parceiros, ultrapassarem quaisquer perdas de curto prazo devido a compartilhamento de receitas.

Em resumo, montar times em empresas emergentes não é somente uma questão de habilidade de “seleção” dos seus fundadores de quais serão seus colaboradores, mas também algo que depende, em grande medida, dos fatores que determinam as escolhas dos trabalhadores em se juntarem àquelas empresas, e do que faz com que eles permaneçam nelas!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre geração de times em empresas, não hesite em nos contatar!

(*) Seleção Adversa se refere geralmente a uma situação em que vendedores têm informação que os compradores não têm, ou vice-versa, sobre algum aspecto da qualidade de um produto – em outras palavras, é o caso onde assimetria de informação é explorada. Informação assimétrica, também chamada de falha de informação, acontece quando uma parte de uma transação tem maior conhecimento material do que a outra parte.

 

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