Economia “Reversa”

01 20Bem-vindos a mais um ano de edições da newsletter da Creativante!

Nesta oportunidade queremos dar destaque ao tema que cunhamos de “Economia Reversa”, baseado numa palestra recente (slides aqui) dada pelo editor desta newsletter. O objetivo principal da palestra (proferida em 14 minutos) foi argumentar que um dos potenciais fatores que podem estar contribuindo para o baixo desempenho da economia brasileira nos últimos quarenta anos, pode estar associado ao baixo nível de boas práticas gerenciais das empresas no país, e que um caminho para elevar a qualidade dessas práticas pode ser a adoção de um novo mindset de ferramentas econômicas.

A palestra iniciou dando destaque a duas grandes visões sobre o futuro: uma mais pessimista e a segunda mais otimista. Este redator se posicionou como mais inclinado para a segunda visão, e foi logo indagando como poderíamos imaginar o futuro do Brasil, e de onde partiríamos.

Levando em consideração setenta anos de dados do desempenho da economia brasileira (ao se observar o PIB per capita brasileiro em comparação com o PIB per capita norte-americano), percebemos que entre 1950 e 1980 o PIB per capita brasileiro partiu de 1/5 daquele dos EUA em 1950 e chegou até a razão de pouco mais de 1/3 por volta de 1980. A partir daquele ano a economia brasileira pareceu “sair do trilho” (num movimento de “queda livre” para o patamar próximo ao dos anos 1950), com um pequeno espasmo retomada da convergência dos indicadores entre os anos de 2003 e 2012, e daí por diante, retornamos ao ponto em que partimos em 1950.

Utilizando informações apontadas pelo economista Edmar Bacha (um dos pais do Plano Real), que participou da Comissão que elaborou um famoso relatório denominado “The Growth Report”, observamos as principais lições de doze países que tiveram recente crescimento rápido e sustentado (alguns deles passando a serem hoje considerados desenvolvidos. Ou seja, aqueles que mais rápido cresceram e de forma sustentada, foram aqueles que: a) Exploraram plenamente a economia mundial; b) Mantiveram a estabilidade macroeconômica; c) Alcançaram altas taxas de poupança e investimento; d) Permitiram que mercados alocassem os recursos; e, e) Tiveram governos comprometidos, críveis e capazes.

Tendo essas lições como base, Edmar Bacha vem argumentando mais recentemente que para o Brasil voltar a crescer, e de forma sustentada, ele tem que se integrar mais com a economia internacional (entre os doze países estudados naquela Comissão, a razão do comércio externo para o PIB teve uma mediana de 75%; esta razão no Brasil é de apenas 27%, indicando que nosso país é ainda uma economia bastante fechada ao comércio internacional).

Ao concordar com o diagnóstico, bem como a prescrição de Edmar Bacha, este redator argumentou que tal diagnóstico e tal prescrição representam o QUÊ se precisa fazer. No entanto, a questão em que estamos “pecando”, e MUITO, há muitos anos, é a de COMO materializar prescrições como esta.

Ou seja, nosso histórico em COMO fazer as coisas não é alvissareiro (basta observar o indicador do PIB per capita acima citado). No entanto, este redator procurou apontar uma abordagem pouco tratada entre os especialistas nacionais. E neste sentido apontou para uma pesquisa internacional, feita desde 2001, intitulada “Word Management Survey”. A principal premissa desta pesquisa é a de que as práticas de gerenciamento são fortemente ligadas ao desempenho e a produtividade.

Os desenvolvedores da pesquisa (economistas de renome internacional) apontam que existem alguns fatores que afetam o PIB das nações. Segundo eles as práticas de gerenciamento são um desses fatores, mas que eles são pouco atentados pelos especialistas. E conforme as expectativas dos autores, e levando em conta os dados coletados desde 2001, os países que possuem maior PIB são os que também possuem as melhores práticas de gestão. Infelizmente o Brasil não está bem “na foto” retratada pela pesquisa!

Em resumo, pensando no Brasil do futuro, e observando que seu histórico de desempenho “gerencial” não é dos mais satisfatórios, o que fazer para superar tal gargalo? Há muita coisa que fazer, mas o país (assim como o planeta inteiro) está diante de um grande desafio. Ou seja, nosso desafio em COMO fazer mais, e melhor, as coisas, é a hoje amplamente reconhecida TRANSFORMAÇÃO DIGITAL.

Neste ponto da palestra, este redator apresentou o modelo de enfrentamento da atual temática da Transformação Digital desenvolvido pela CESAR SCHOOL, através do seu Curso de Gestão de Negócios da Era Digital- GNED, o qual trata de pelo menos oito dimensões fundamentais (ver https://www.cesar.school/gned/).

A partir daí este redator passou a apresentar o que considera ser o caminho mais promissor para enfrentar, simultaneamente o gargalo do baixo nível de práticas de gerenciamento e o desafio da transformação digital. Ou seja, o da adoção da perspectiva da “Economia Reversa”, que se baseia essencialmente nas áreas de Mechanism Design Theory (Teoria de Projeto de Mecanismo) e de Market Design (Projeto de Mercado), áreas que foram honradas com os prêmios Nobel de Economia de 2007 e 2012!

Mas vamos deixar para tratar essa nova perspectiva econômica e essas duas novas áreas da Economia nas próximas newsletters!

Se sua empresa, organização ou instituição deseja saber mais sobre “Economia Reversa”, não hesite em nos contatar!

 

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